Dólar disparando e Ibovespa em queda: veja como proteger sua carteira de investimentos durante a crise

Deste o início desta semana, o cenário para o Ibovespa vem se deteriorando, com o dólar em disparada e os juros futuros subindo, diante de fatores como a guerra no Oriente Médio, a falta de confiança no arcabouço fiscal brasileiro e as incertezas sobre o início dos cortes de juros nos Estados Unidos. Entenda, a seguir, o que vem causando pânico nos mercados, e confira estratégias para proteger sua carteira de investimentos em meio às crises.

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No último final de semana, o Irã lançou uma ofensiva contra Israel, deixando os investidores ao redor do globo em estado de alerta. Desde o início do conflito no Oriente Médio, um dos fatores mais temidos pelo mercado era justamente uma possível entrada do iranianos na guerra. Isso porque o país é um dos maiores produtores de petróleo do planeta, e sua participação no conflito tenderia a mexer com a relação entre oferta e demanda pela commodity.

As consequências não param por aí. O aumento da tensão no conflito tende a refletir na cotação do dólar, uma vez que a inflação e o atraso no início dos cortes de juros nos Estados Unidos podem decorrer de uma possível escalada no petróleo.

“O cenário de cautela passou a predominar no exterior, onde os juros dos treasuries voltaram a subir, diante do receio de que a piora nos conflitos geopolíticos impulsionem o petróleo, alimentando a inflação e, consequentemente, atrapalhando os planos de redução das taxas de juros”, explica em nota a gestora Investo.

Diante disso, o primeiro passo para evitar que a volatilidade do Ibovespa e do mercado global reflita diretamente no seu patrimônio é adotar uma estratégia de longo prazo.

“O cenário de alta volatilidade reforça ainda mais a importância da alocação de longo prazo. A construção de um porftólio com essa estratégia se mostra eficiente pois suaviza a relevância de acontecimentos geopolíticos de curto prazo“, explica Cauê Mançanares, CEO da Investo.

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Uma outra possibilidade é investir em dólar. Isso porque, historicamente, a moeda norte-americana é um “porto seguro” em momentos de crise, já que tende a se valorizar frente ao real nesse tipo de contexto.

“O dólar é considerado uma espécie de ativo de proteção em momentos de crise global. Durante a pandemia do coronavírus, por exemplo, em março de 2020, o câmbio disparou quase 5%, fechando acima de R$ 5 pela primeira vez”, relembra Maçanares.

Além disso, quando há um clima de aversão ao risco, decorrente de uma guerra ou crise, é natural que haja uma fuga de capital da renda variável. E esses recursos, em sua maioria, acabam direcionados à renda fixa americana – os treasuries – que é considerada um dos investimentos mais seguros do mundo.

“Nesse cenário, uma boa alternativa é buscar investimentos em renda fixa americana que tenham exposição cambial. Isso vai oferecer proteção de capital aliada à segurança da renda fixa e com um baixo custo”, diz Maçanares

A exposição cambial citada por Maçanares não significa, necessariamente, comprar dólar. A dolarização do patrimônio pode ocorrer de diferentes formas, e pode ser feita a partir de ETFs.

“O USDB11, ETF da Investo listado na B3, representa o mercado de renda fixa americana de prazo intermediário, com mais de 10.000 títulos em carteira. Além de oferecer diversificação em títulos americanos com risco de inadimplência baixo, também proporciona exposição ao dólar, beneficiando-se do cenário de crise nas duas pontas”, completa o CEO da Investo.

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Guilherme Serrano Silva

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