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Dólar fecha em alta de 1,59%, após dados de inflação dos EUA

Dólar fecha em alta de 1,59%, após dados de inflação dos EUA
EUA. Foto: Angelique Johnson por Pixabay

O dólar terminou o pregão desta quarta-feira (12) em forte alta de 1,59%, voltando a ser negociado a R$ 5,30.

A moeda avançou hoje com o mercado atento aos dados da inflação dos Estados Unidos. No cenário nacional, chama a atenção do investidor a CPI da Covid que não mostrou avanço nesses últimos dias. Por volta das 15h30, o dólar já subia 1,05%, negociado a R$ 5,27.

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA saltou 4,2% em abril em relação ao ano anterior, ante 2,6% no ano encerrado em março. Esse é o nível mais alto em 12 meses, desde 2008.


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O CPI mede o que os consumidores pagam por bens e serviços, incluindo roupas, mantimentos, refeições em restaurantes, atividades recreativas e veículos. Os preços de automóveis usados subiram 10% em abril em comparação com o mês anterior – o maior aumento mensal já registrado. Este item foi responsável por mais de um terço do aumento total do índice, disse o Departamento do Trabalho.

Diante disso, veja as notícias importantes do dia:

  • Para Casa Branca, alta da inflação nos EUA é temporária; Fed fala em intervenção
  • BC: casas esperam volta do PIB ao nível pré-covid entre 4º tri e 1º tri de 2022
  • UE melhora previsões para crescimento do PIB em 2021 e 2022

Inflação nos EUA

Após o salto na inflação dos Estados Unidos em abril, o governo norte-americano manteve a avaliação de que a alta nos preços é temporária. Em uma coletiva de imprensa, a porta-voz da Carta Branca, Jen Psaki, afirmou que o avanço do indicador é resultado da transição que o país vive, da crise gerada pela pandemia de covid-19 para a retomada econômica.

Segundo Psaki, o governo do presidente dos EUA, Joe Biden, se preparou para essa alta da inflação. “Continuamos consistentemente monitorando a inflação”, garantiu.

O argumento da Casa Branca de que a alta dos preços é transitória é o mesmo usado pela maioria dos dirigentes do Federal Reserve, o banco central norte-americano.

PIB no Brasil

A maioria das instituições financeiras espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil retorne ao patamar pré-covid-19 no quarto trimestre de 2021 ou no primeiro trimestre de 2022. Em um universo de 85 instituições, 29 delas acreditam que o PIB voltará ao nível anterior à pandemia no quarto trimestre deste ano. Outras 23 citam o primeiro trimestre de 2022.

Os dados fazem parte dos resultados quantitativos agregados do questionário pré-Copom, que foram divulgados pela primeira vez pelo BC na manhã desta quarta-feira, 12. Os números serviram de base para que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevasse, na semana passada, a Selic de 2,75% para 3,50% ao ano.

Conforme os dados agregados, porém, há instituições mais pessimistas quanto à recuperação do PIB. Duas delas esperam o retorno ao patamar anterior à pandemia apenas no primeiro trimestre de 2023. Três delas citam o segundo trimestre de 2023.

União Europeia

A Comissão Europeia elevou as principais projeções econômicas em seu relatório da Primavera divulgado nesta quarta-feira, 12, em meio a renovadas expectativas pela forte recuperação da economia da União Europeia (UE), à medida que a vacinação contra o coronavírus avança e permite o relaxamento de restrições à mobilidade em vários países.

Após tombo de 6,6% em 2020, o órgão prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro crescerá 4,3% em 2021 e 4,4% em 2022. Na atualização anterior, a expectativa era por expansão de 3,8% em cada um dos dois anos. Para a UE como um todo, a projeção é de que o PIB avance 4,2% este ano e 4,4% no próximo.

Última cotação do dólar

Na última sessão, terça-feira (11), o dólar encerrou o pregão em queda de 0,18%, negociado a $ 5,22.

Rafaela La Regina

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