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DIVI hub permite que fãs invistam em YouTubers e influenciadores

DIVI hub permite que fãs invistam em YouTubers e influenciadores
DIVI hub abre plataforma com possibilidade de investimento em produtos da indústria do entretenimento apostando em "tokenização" - Foto: Divulgação DIVI hub

A recém lançada plataforma da DIVI hub, startup concebida no Vale do Silício, vai permitir que pessoas físicas invistam em um canal de YouTube, uma música disponibilizada em plataformas de streaming ou outros produtos do meio do entretenimento.

Com o token custando R$ 10 para todos os ativos, a plataforma prevê uma participação societária de pessoas físicas em canais em vez de empresas.

Com experiência no mercado publicitário, o empresário Ricardo Wendel, fundador da startup, explica que viu uma oportunidade no nicho de fãs que gostam de dar um passo a mais no meio do entretenimento, como os que compram roupas, acessórios, decoração e artigos semelhantes de produtores de conteúdo ou produtos da indústria.

“É um assunto que todo mundo gosta, porque os ativos como CDIs, CRIs, LCIs, afins, não são tão familiares às pessoas. Quando trazemos ativos da economia criativa, fica mais próximo do público. No fim das contas, levantamos um valuation do canal do YouTube, ‘tokenizamos’ esse ativo e fizemos uma espécie de mini IPO, e uma pessoa fã daquele canal pode adquirir um DIVI”, explica.

Confira influenciadores e YouTubers disponíveis na plataforma

Sob o guarda-chuva da plataforma, ainda restrito aos produtores de conteúdo que foram contatados pela empresa, constam gigantes que, somados, aproximam-se de um montante de 400 milhões de inscritos – praticamente o dobro da população do Brasil. Além deles, há diálogo com artistas do sertanejo e de gêneros musicais populares, como a cantora Anitta.

Entre os produtores parceiros atuais do DIVI hub, estão:

  • Douglas Mesquita
  • Bibi Tatto
  • Fábio Rabin
  • Metaforando
  • Bruno Sutter
  • Castro Brothers

Token da DIVI é transacionável

Apesar de possuir uma sistemática diferente de outros ativos, o token possui certa liquidez e tem possibilidade de ser negociado. Contudo, a ideia de negociação não funciona como uma listagem na bolsa, mas sim como um sistema de trocas – “como um eBay”, segundo o criador da DIVI.

A proposta prevê anúncios de venda das “cotas” nos canais dos influenciadores, com uma valorização que pode ou não ser impulsionada pelo aumento das redes e do engajamento de determinado produtor de conteúdo.

“Um Youtuber, por exemplo; faz sucesso e capta mais AdSense, tem mais patrocínio e afins, e esse dinheiro é dividido com os investidores, fora a valorização intrínseca do ativo, podendo ser negociado posteriormente. Será praticamente um Ebay, como um marketplace mesmo“, explica Wendel.

Passion investment é regulado pela CVM e prevê vantagens tangíveis

Apesar de ainda pouco conhecido, o mercado de criptoativos em que a DIVI atua possui regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para cada ativo.

Dentro das normativas da autarquia, a startup se enquadra na instrução 588, considerando que os ativos transacionados são considerados valores mobiliários.

Como é chamado pela startup, o passion investment também prevê vantagens futuras, ainda sendo arquitetadas e no horizonte da companhia. Um exemplo seria a possibilidade de uma reserva de primeira fila em um show de um artista enquanto “acionista” do conteúdo produzido por ele.

Raio X da DIVI hub

A companhia nasceu em 2019, e fica dentro do segmento de bootstrap, dado que até então a startup funciona com os recursos dos fundadores. No entanto, em breve, um investidor institucional deverá anunciar um aporte.

Além de Wendel, que já somava uma carreira como empreendedor no Brasil, a startup conta com o especialista em finanças David Farron, sendo que ambos ganharam o prêmio Most Promising Startup em 2019 pela Amazon (AMZO34) e HubSpot.

Com embrião no Vale do Silício, a companhia também integra o programa de empreendedorismo global da San Jose University, cátedra de onde saíram gigantes como o WhatsApp, a Clari e o Instacart.

O produto anunciado recentemente pela DIVI, com evento de lançamento ainda nesta quinta (1º), é o primeiro da startup, que utiliza de uma ferramenta da AWS (Amazon Web Services) para impulsionar o produto.

“A nossa decisão de optar pela AWS foi também por uma questão filosófica. Apesar da questão financeira ser vantajosa, a Amazon tem uma operação centralizada. Depende de uma comunidade. É isso que eu quis fazer, apesar de eu gostar do blockchain convencional. Se você perguntar para 50 mil pessoas quantas pessoas negociaram uma criptomoeda? Poucas, enquanto praticamente todas já pagaram um boleto. Para possibilitar isso, não pedimos cartão ou afins, e a pessoa pode ‘recarregar seu saldo’ com um boleto tradicional. Temos um valor mobiliário que extingue regulações e fraudes, diferente do mundo das criptomoedas, por exemplo”, explica Wendel.

A ferramenta utilizada pelo empresário DIVI hub foi o Quantum Ledger Database (QLDB), um banco de dados de livro-razão totalmente gerenciado com um log de transações transparente, imutável e criptograficamente verificável ‎pertencente a uma autoridade central confiável. Com a ferramenta, a startup conseguiu reduzir custos e não deixou nenhum objetivo de fora para viabilizar as operações com o token.

Eduardo Vargas

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