Cielo (CIEL3): Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) farão oferta de ações para empresa deixar a Bolsa

O Bradesco (BBDC4) e o Banco do Brasil (BBAS3) anunciaram que farão conjuntamente uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Cielo (CIEL3), empresa controlada pelos dois bancos, com o objetivo de converter o registro de companhia aberta de A para B, resultando na saída do segmento de Novo Mercado da B3. O objetivo é o fechamento de capital da empresa.

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A OPA da Cielo será feita pelos dois bancos quanto pela EloPar, holding que ambos controlam, podendo adquirir a totalidade das ações não pertencentes aos dois bancos. O preço do pedido de OPA será de R$ 5,35 por ação ordinária da Cielo, valor 6,4% acima do preço de fechamento de hoje.

Em relação aos American Depositary Receipts (ADRs) da Cielo negociados nos Estados Unidos, os titulares poderão participar da oferta desde que faça o cancelamento dos ADRs, o resgate dos papéis e a alienação dessas ações no âmbito da OPA, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em fato relevante paralelo ao da Cielo, o Banco do Brasil informou que sua fatia na empresa de maquininhas de cartão poderá alcançar até 49,99% do capital, enquanto o resto ficará com o Bradesco.

O laudo de avalição foi feito pelo Bank of America e a OPA será intermediada pelo Bradesco BBI.

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Cielo: lucro cai 1,9% no 4T23, para R$ 480,8 mi

Cielo, maior empresa de maquininhas de cartões do Brasil, registrou lucro líquido consolidado de R$ 480,8 milhões no quarto trimestre do ano passado, uma queda de 1,9% na comparação anual. Em 2023, a linha alcançou R$ 1,86 bilhão, elevação de 26% ante 2022.

De acordo com a Cielo, 2023 representou “mais marco na retomada de lucratividade”, com uma agenda de excelência operacional e busca de mais eficiência. Nesse ambiente, a margem líquida da credenciadora terminou em 23%.

De acordo com a companhia, a queda no lucro do 4T23 da Cielo pode ser atribuída ao comportamento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) – com menores volumes em Cielo Brasil e maiores investimentos no time comercial e no processo de transformação operacional.

No trimestre, o Ebitda da Cielo subiu 9,3% ante igual período de 2022, para R$ 999,6 milhões, refletindo ajuste na linha de Outras controladas. Não fosse esse efeito, segundo a Cielo, o lucro operacional teria apresentado uma queda de 8,5%. No ano passado, o Ebitda somou R$ 4,41 bilhões, um aumento de 15,7% na comparação anual.

Já a receita operacional líquida da Cielo foi de R$ 2,77 bilhões, uma alta de 0,6% ante igual intervalo do ano anterior. Em 2023, a receita teve uma leve baixa de 0,9% na base anual, a R$ 10,69 bilhões.

Em 12 meses, a margem Ebitda da credenciadora de lojistas evoluiu quase 3 pontos porcentuais, para 36,1%. Já a receita operacional líquida da Cielo foi de R$ 2,77 bilhões no quarto trimestre, avanço de 0,6% na comparação com o mesmo período de 2022.

Já as despesas operacionais da empresa somaram R$ 501 milhões no quarto trimestre, alta de 25% em 12 meses. O aumento reflete o maior investimento da credenciadora de lojistas, com destaque para expansão comercial e iniciativas de transformação operacional, o que fez crescer as despesas administrativas e de pessoal.

Ao final de dezembro, a Cielo tinha R$ 1,434 bilhão em caixa, queda de R$ 735,3 milhões frente a 31 de dezembro de 2022, mas aumento de R$ 287,2 milhões frente setembro de 2023. Segundo a empresa, a redução das disponibilidades na comparação anual é explicada, principalmente, pelo aumento de recursos alocados em produtos de prazo.

Volume transacionado

O volume de transações da Cielo, ou seja, tudo aquilo que foi movimentado nas maquinhas da Cielo, atingiu R$ 221,85 bilhões no último trimestre de 2023, uma queda de 4,1% ante o mesmo período de 2022. No ano passado, o volume total caiu 6,4% na comparação com o ano anterior, para R$ 816,17 bilhões.

Os gastos totais da Cielo, por sua vez, que são a soma de custos e despesas, foram de R$ 834,1 milhões, 9% maior que o visto no mesmo período de 2022, em virtude dos investimentos de melhoria operacional, das expansões da força comercial e da pressão inflacionária sobre estrutura de gastos.

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