Capitânia só consegue comprar 750 cotas do PATC11, fundo do Pátria, em leilão

Capitânia só consegue comprar 750 cotas do PATC11, fundo do Pátria, em leilão
KNRI11 mantém otimismo com lajes corporativas vendo retomada do trabalho presencial ainda avançando - Foto: Reprodução/Portfolio

A tentativa da gestora Capitânia Investimentos de comprar a totalidade do PATC11, o fundo de investimento imobiliário Pátria Edifícios Corporativos, por meio de uma oferta pública para aquisição de cotas do fundo (OPAC), teve baixa adesão.

No leilão ocorrido nesta segunda (24), a Capitânia conseguiu comprar apenas 750 cotas das 1,929 milhão que pretendia para assumir com a OPAC. A informação foi confirmada pela B3 (B3SA3) à Bloomberg Línea nesta segunda.

No mercado, a OPAC foi entendida como um ataque do Capitânia ao fundo imobiliário gerido pela Pátria Investimentos, que concentra uma carteira de imóveis de alto padrão em prédios corporativos de São Paulo e está sendo negociado em bolsa abaixo do valor patrimonial.

Segundo a gestora, o objetivo final é a venda dos imóveis a valores de mercado.

PATC11 foi alvo de ‘oferta hostil de aquisição’

Incomum no mercado de capitais brasileiro, o movimento do Capitânia visou destravar o valor do investimento. Na oferta de aquisição, o Capitânia ofereceu pagar R$ 65 por cota, mas o valor patrimonial dos imóveis seria o equivalente a R$ 86,51 por cota em 31 de dezembro, segundo o Pátria.

O Pátria reagiu após o anúncio da OPAC com uma carta em que defendeu que o valor oferecido pelo Capitânia não só estava abaixo do valor patrimonial, como não “maximizava os ganhos do cotista”. Segundo o Pátria, os ativos têm forte potencial de valorização em médio prazo.

O que vem pela frente

Não é possível afirmar que a baixa adesão dos cotistas à OPAC nesta segunda reflete confiança na tese de investimento apresentada pelo Pátria sobre valorização a médio prazo, segundo a interpretação de uma fonte com conhecimento do negócio à Bloomberg Línea.

Com 44.52% das cotas do PATC11, o Capitânia pode convocar uma assembleia para deliberar a liquidação do fundo – com a venda dos imóveis e a distribuição dos lucros entre os cotistas.

Cotistas que não tiveram interesse de vender agora – e provavelmente realizar o prejuízo – podem tentar capturar o valor patrimonial dos imóveis em uma eventual liquidação.

O patrimônio do PATC11 fechou dezembro valendo R$ 300 milhões. Na cotação de R$ 65, o fundo é precificado em R$ 226 milhões.

Pátria e Capitânia foram procurados pela Bloomberg Línea, mas não quiseram se manifestar sobre o caso.

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