BTHF11 mantém R$ 0,092 por cota pelo 11º mês seguido
O fundo imobiliário BTHF11 anunciou a manutenção do pagamento de R$ 0,092 por cota em proventos, chegando ao 11º mês consecutivo com o mesmo patamar. A consistência no fluxo de rendimentos reforça a previsibilidade do fundo em um cenário ainda volátil para ativos imobiliários listados. Os investidores posicionados até o fim do pregão de 8 de janeiro de 2026 farão jus aos dividendos, conforme a data-base definida pelo fundo.
Com base no fechamento de dezembro, a R$ 9,03 por cota, o yield mensal estimado é de 1,02%. Além disso, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, elevando a atratividade no curto prazo. O pagamento está agendado para 15 de janeiro de 2026, com crédito direto aos cotistas elegíveis. Em 24 meses, a média mensal distribuída foi de R$ 0,0928 por cota, indicando estabilidade na política de proventos do BTHF11.
A estratégia do BTHF11 se apoia em um mandato híbrido que permite alternar entre renda fixa e variável no universo imobiliário. O objetivo central é preservar capital em momentos de maior incerteza, enquanto mantém flexibilidade para capturar valorização quando as condições de mercado melhoram. Essa abordagem busca equilibrar risco e retorno sem abrir mão de liquidez.
No período reportado, a alocação do FII BTHF11 incluía 31,7% em FIIs de tijolo e 24,2% em FIIs de papel, além de 16,1% em CRIs. A posição em caixa representava 13,7% do patrimônio, oferecendo fôlego tático para novas oportunidades. Ativos reais somavam 13,6%, enquanto a exposição em ações era marginal, de 0,8%, reforçando o foco imobiliário.
Entre os créditos, havia 35 operações em CRIs, totalizando cerca de R$ 344 milhões, com rentabilidade média de CDI + 3,6% a.a. e IPCA + 10,6% a.a., conforme marcação a mercado. O IPCA respondia por 53,6% dos indexadores, o CDI por 44,1% e o IGP-M por 2,4%. Essa combinação oferece diversificação de indexação e proteção parcial contra inflação.
O fundo BTHF11 mantinha ainda 49 posições entre FIIs e ações, somando valor de mercado próximo a R$ 1,21 bilhão. Em ativos reais, o portfólio contava com dois imóveis avaliados em aproximadamente R$ 291 milhões, com 30.585 m² de ABL. Setorialmente, destacavam-se fundos de papel (28,3%), outros segmentos (15,4%) e corporativo (15,1%), além de exposições a shopping centers (14,3%), hotéis (11,4%) e logística (10,8%).