BB Seguridade (BBSE3) deve ter forte recuperação em 2022, prevê BTG

BB Seguridade (BBSE3) deve ter forte recuperação em 2022, prevê BTG
O BB Seguridade (BBSE3). Foto: divulgação.

O BB Seguridade (BBSE3) deverá ter crescimento no lucro em 2022, segundo relatório do BTG Pactual (BPAC11).

Os analistas do banco conversaram com o CFO, Rafael Sperendio, e dizem que subsidiária do Banco do Brasil (BBAS3) passou por um grande rating nos últimos anos.

De acordo com o CFO, os lucros estão praticamente estáveis ​​desde 2015 (em R$ 4,0 bilhões), mas a composição mudou substancialmente desde então. Enquanto os resultados operacionais cresceram a um ritmo médio de 6% ao ano, esse aumento foi ofuscado pela queda de 34% ao ano nos resultados.

“O BB Seguridade sofreu nos últimos anos com taxas de juros mais baixas, maiores reivindicações de eventos relacionados ao Covid-19 e descasamento entre a inflação do IGP-M e do IPCA. Devemos esperar uma grande recuperação em 2022“, disseram os analistas.

Mesmo com essa perspectiva positiva, o BTG optou por manter recomendação neutra de compra para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 26, que representa um potencial de valorização de 28%.

Mas analistas do banco acreditam que, apesar da recomendação neutra, os resultados do quarto trimestre de 2021 e a uma forte orientação para 2022 devem ser gatilhos positivos para a ação.

O banco diz ainda que o BB Seguridade sofre pela estigmatização por ser subsidiária do Banco do Brasil, que faz os investidores terem maior percepção de risco. Mas a normalização das situações relacionadas ao coronavírus e à inflação do IGP-M, aliada a uma taxa Selic mais alta, deve ser o cenário de redenção da companhia.

“Vemos um forte crescimento dos lucros para 2022, com um adicional de ~R$ 1,5 bilhão fluindo para o resultado final no próximo ano. Nosso modelo indica R$ 5,2 bilhões em lucro líquido no próximo ano (+33% a/a)”, concluem os analistas.

Última cotação do BB Seguridade

As ações do BB Seguridade encerraram o pregão desta quarta (19) em alta de 1,82%, cotadas a R$ 20,68. No acumulado dos últimos 12 meses, apresenta queda de 27,82%.

Bruno Galvão

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