B3 (B3SA3) vê queda de 11,4% no volume diário em abril, para R$ 28,8 bi

B3 (B3SA3) vê queda de 11,4% no volume diário em abril, para R$ 28,8 bi
B3 (B3SA3). Foto: Divulgação

A B3 (B3SA3) registrou volume financeiro médio diário de R$ 28,8 bilhões em abril, totalizando uma queda de 11,4% na comparação com abril de 2021.

Em relação a março de 2022, houve baixa de 13,4%. A B3 divulgou os valores em seus destaques operacionais nesta segunda-feira (9). Os maiores volumes vieram do mercado à vista de ações, com R$ 27,9 milhões na média diária, queda anual de 11,4%, e desvalorização mensal de 13,2%.

B3 (B3SA3) - Volume diário de ações de abril 2022. Créditos: B3/Divulgação
B3 (B3SA3) – Volume diário de ações de abril 2022. Créditos: B3/Divulgação

O número total de contas na depositária chegou a 5,1 milhões, 37,5% a mais que em abril de 2021. Ante os números de março, a B3 apurou crescimento de 0,9%. Os investidores pessoas físicas somaram 4,3 milhões, alta anual de 40,4% e mensal de 1%.

O número de empresas listadas passou de 429 para 453 em 12 meses. O valor de mercado das companhias recuou 8,7% na mesma base de comparação, e diminuiu 0,2% em um mês, para R$ 4,795 bilhões.

B3 (B3SA3) ganha fluxo com leilões de privatização

O primeiro trimestre de 2022 não teve nenhum IPO na bolsa brasileira, a B3 (B3SA3). As condições de mercado, afetadas pelo preço das commodities, da inflação em escalada – e acima dos dois dígitos – afastaram as companhias da hipótese de abrir seu capital.

Alguns dos drivers para a ausência de IPO na bolsa de valores foram a guerra entre Ucrânia e Rússia e a proximidade das eleições. Contudo, na contramão, os leilões de ativos públicos compensaram esse efeito.

Nada menos do que 15 eventos do tipo foram realizados na B3 durante os três primeiros meses deste ano.

A expectativa é de que esses 15 leilões feitos na B3 gerem R$ 8,8 bilhões em investimentos privados, em dez Estados brasileiros, com a privatização de serviços públicos como saneamento e iluminação, entre outros.

O movimento de licitações de ativos públicos é bem superior ao visto no ano passado: em 2021, os três primeiros meses do ano tiveram dois leilões; no mesmo período de 2020, houve apenas um evento.

A Bolsa atua como assessora de licitações há 30 anos, desde a época da desestatização de companhias como a Usiminas (USIM5) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3).

O segmento representa um alento em um momento ruim para as estreias de negócios na Bolsa, mas os leilões não chegam, nem de longe, a compensar as receitas que a B3 teria com uma oferta de ações e/ou IPO.

Esse tipo de leilão representa apenas uma fração do negócio total da B3, embora a empresa esteja começando a planejar formas de ampliar esse faturamento. No balanço do quatro trimestre de 2021, as receitas com esse serviço não são abertas, pois ficam dentro da linha “outros”, que correspondeu a R$ 37,3 milhões no período, representando apenas 1,5% do faturamento total da B3 no período, que somou R$ 2,4 bilhões.

Victória Anhesini

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