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Investidor poderá comprar BDRs de outros países além dos EUA

Investidor poderá comprar BDRs de outros países além dos EUA
Com novas regras de BDRs, investidor brasileiro terá acesso a papéis das Bolsas de Londres (foto) e Amsterdam, por exemplo - Foto: Reprodução Wikipedia

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) agora poderá ter novos Brazilian Depositary Receipts (BDRs), incluindo emissores listados nas bolsas de Londres, Amsterdam, Toronto, além da Cboe BZX, que opera quatro bolsas nos Estados Unidos.

A abertura para novos BDRs se dá logo após aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que autorizou a B3 (B3SA3) a ampliar as operações de mercados internacionais. As informações estão disponíveis no informativo de uma reunião realizada na terça-feira (1º), mas sem detalhamento da decisão, o que deve ocorrer posteriormente, com a divulgação da ata.

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Até então, as restrições da autarquia mantinham somente BDRs da Nasdaq e Nyse autorizadas, sendo ambas bolsas americanas. Com a reforma, basta que a companhia do exterior que será listada no Brasil tenha negociações ocorrendo em alguma bolsa firmada como “mercado reconhecido”, selo aprovado em parecer da própria CVM.

A medida pode ampliar a muito as opções de investimentos para o brasileiro, dados os mercados britânico e canadense, mais vinculados às commodities, que encontram-se em alta.

Negociação de BDRs cresceu 340% após reforma

O mercado de papéis estrangeiros já vem contando com mudanças há meses, sendo a reforma feita em outubro do ano passado um grande pivô para o aumento de negociações. Desde as mudanças nas regras, a B3 informou um aumento de 340% nas negociações de BDRs.

O mercado, que agora movimenta cerca de R$ 300 milhões ao dia, bateu os 224 mil investidores em abril deste ano.

Contudo, apesar da grande alta na operação destes produtos, com novos regramentos, a CVM já vislumbra maiores flexibilizações. A autarquia deve rever algumas regras e ainda “afinar” as normas, considerando que as flexibilizações mais do que quadruplicaram o volume de operações, abrindo espaço para resultados não desejados.

O cuidado deve ser redobrado após casos como o da Laep, empresa que emitiu BDRs na bolsa brasileira por volta de 2014, captou R$ 1 bilhão tendo sede em um paraíso fiscal (Bermudas) e teve, por decreto de liquidação por não pagar dívidas pela suprema corte do país, o que fez com que diversos investidores amargassem perdas com o investimento logo após a emissão.

Eduardo Vargas

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