MCCI11 investe R$ 100 milhões em CRIs e rende 13,5% ao ano aos cotistas
Os rendimentos do MCCI11 referentes à competência de junho foram de R$ 1,00 por cota, pagos aos cotistas em julho. No mês, o fundo apurou resultado de R$ 16,675 milhões, com receitas totais de R$ 18,000 milhões e despesas de R$ 1,325 milhão. O resultado líquido gerado foi de R$ 0,98 por cota, diferença coberta pelas reservas, que encerraram o período em R$ 0,09 por cota.
Sobre a cotação de fechamento de R$ 94,41, o rendimento representa dividend yield anualizado de 13,5%. A cota patrimonial terminou junho em R$ 93,81, levando o P/VP a 1,01x. Para o segundo semestre de 2026, a gestão manteve o guidance de distribuição entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota, com expectativa de ficar no topo da banda até dezembro. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
Rendimentos do MCCI11 e métricas de mercado
Em junho, houve aportes adicionais de R$ 100,0 milhões em dois CRIs já presentes na carteira, a uma taxa média de IPCA + 9,00%. No CRI Pirelli, foram alocados R$ 68,4 milhões a IPCA + 8,75%. O título é lastreado por um centro de distribuição logístico em Campinas, com 55.802 metros quadrados de ABL, contrato built-to-suit de 15 anos, alienação fiduciária, fundo de reserva, seguro fiança com cobertura de 18 aluguéis e fiança bancária com rating AAA.
O CRI Dutralog recebeu R$ 31,6 milhões, a IPCA + 9,50%. O papel é lastreado por um galpão logístico AAA em desenvolvimento em Guarulhos, com 44.335 metros quadrados de ABL, alienação fiduciária, cessão fiduciária de recebíveis e fundo de despesas. Ambos os investimentos reforçam a exposição a ativos de crédito com garantias robustas e prazos alongados.
Novos CRIs na carteira do fundo
Ao fim de junho, 99% dos recursos estavam em ativos-alvo, distribuídos entre CRIs (82%), FIIs (12%), alocação tática (5%) e caixa (1%). Dentro da carteira de fundos, R$ 135,8 milhões estavam aplicados em FIIs de CRI de mercado e R$ 54,8 milhões no MCRE11. O book de crédito tinha MTM de IPCA + 9,8%, com 95% da carteira indexada ao IPCA e 5% ao CDI, e permaneceu 100% adimplente.
Por setor, a concentração estava em logístico (57%), seguida por residencial (18%), comercial (14%), varejo essencial (10%) e hotel (1%). Por região, São Paulo respondeu por 61% da distribuição, à frente do Sudeste (15%), do Centro-Oeste (11%), do Norte e Nordeste (9%), do Distrito Federal (3%) e do Sul (1%).
Desempenho na bolsa e liquidez
Considerando mercado mais dividendos, a rentabilidade acumulada desde o início é de 94,7%, com 21,8% em 12 meses e 11,1% em 2026. Pela ótica patrimonial, os retornos são de 93,4% desde o início, 12,0% em 12 meses e 5,0% em 2026. No mesmo período, o IFIX marcou 1,5% em 2026 e 10,0% em 12 meses, enquanto o CDI líquido ficou em 5,8% e 12,6%.
O patrimônio líquido encerrou junho em R$ 1,591 bilhão, com 125.229 cotistas. O volume total negociado no mês foi de R$ 114,2 milhões, equivalente a uma média diária de R$ 5,4 milhões. O fundo integra o IFIX com peso de 1,03%, o IFIX L com 1,16% e o SUNO 30 com 3,33%, presença que reforça sua relevância no mercado.