SNME11 lucra R$ 1,81 milhão e mantém estratégia de ganho de capital

O FII SNME11 fechou junho com resultado líquido de R$ 1,81 milhão, mantendo a estratégia focada na captura de ganhos de capital em operações estruturadas e arbitragem no mercado de fundos imobiliários.

No mês, o fundo apurou resultado distribuível de R$ 0,244 por cota e pagou R$ 0,22 por cota em dividendos, com pagamento realizado em 27 de julho. Ao término do período, manteve R$ 0,0669 por cota em reservas distribuíveis acumuladas.

Considerando a cotação de mercado de R$ 9,40, o fundo registrou dividend yield anualizado de 31,9%. A cota patrimonial encerrou a R$ 9,63, o que representa P/VP de 0,98 vez.

De acordo com a gestora, a perspectiva para os próximos meses é distribuir apenas o resultado recorrente. A reserva acumulada será integralmente distribuída antes da conclusão da incorporação do SNFF11 e do KISU11 pelo próprio fundo.

A carteira de CRIs encerrou o mês com yield médio de 19,24% e duration aproximada de 0,5 ano, preservando o perfil de ativos de curto prazo.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Operações estruturadas sustentam desempenho do SNME11

O principal destaque de junho foi a conclusão de investimento no veículo originado da cisão do RELG11. A operação gerou taxa interna de retorno (TIR) anualizada de 52,5% e adicionou R$ 0,16 por cota ao resultado distribuível do fundo.

Segundo a gestora, a tese começou em julho de 2024, quando foi identificado um portfólio negociado com desconto relevante frente ao valor considerado justo. Ao longo dos meses seguintes, a posição foi ampliada gradualmente até a maturação da estratégia em junho deste ano.

Parte da liquidação do investimento ocorreu com o recebimento de cotas do GGRC11. Para mitigar a exposição às oscilações de mercado, o fundo executou uma operação de venda a descoberto (short), fixando antecipadamente o preço de alienação dos ativos. A iniciativa acrescentou R$ 146 mil ao resultado do mês e eliminou o risco de variação de preço entre o recebimento e a venda efetiva das cotas.

“A boa oportunidade surgiu em um veículo momentaneamente estressado, cujo preço no mercado secundário oferecia margem de segurança e potencial relevante de ganho de capital”, destacou a gestão em sua carta mensal.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

RLGX11 rende TIR de 52,5% e R$ 0,16 por cota

Além da estratégia já mencionada, o fundo continuou a realizar arbitragens em outros fundos imobiliários. Em junho, foi executada uma nova tranche envolvendo o RBVA11, operação que gerou aproximadamente R$ 117 mil em ganhos de capital.

Na mesma linha, a gestão aproveitou descontos observados nas cotas do SNEL11, adquirindo cerca de R$ 6 milhões do ativo no mercado secundário. A estratégia adicionou R$ 102 mil ao resultado do mês. A posição remanescente, de aproximadamente R$ 5 milhões, poderá ser reduzida gradualmente, com potencial de novos ganhos nos próximos meses.

Conforme a gestora, todas as movimentações de junho contribuíram com R$ 1,52 milhão em resultado bruto, o equivalente a aproximadamente R$ 0,20 por cota, reforçando o caráter multiestratégia do veículo.

Ao término do mês, a carteira estava distribuída em 68,8% em FIIs, 13% em CRIs, 2% em ações e 16,3% em caixa. Para a gestão, a elevada liquidez deve permitir capturar oportunidades em um mercado ainda marcado por forte volatilidade, ao mesmo tempo em que contribui para reduzir oscilações no valor patrimonial do fundo.

Tags
Redação Suno Notícias

Compartilhe sua opinião