Enjoei (ENJU3), Magalu (MGLU3) e outras: 10 empresas com mais mulheres em conselhos

Enjoei (ENJU3), Magalu (MGLU3) e outras: 10 empresas com mais mulheres em conselhos
Enjoei, Magalu e outras: 10 empresas com mais mulheres em conselhos

A ascensão de mulheres em conselhos de administração deu protagonismo a 10 empresas de capital aberto na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), segundo levantamento exclusivo da Teva Indices, divulgado em parceria com a Easynvest, referente a fevereiro.

No ranking de maior representatividade feminina, as cinco principais colocadas foram Enjoei (ENJU3), BMG (BMGB4), Magazine Luiza (MGLU3), Aeris (AERI3) e Vivara (VIVA3). As companhias listadas no estudo têm entre duas a, no máximo, quatro mulheres em conselhos.

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Em termos proporcionais, a campeã, Enjoei, tem 60% do conselho feminino, ou três mulheres em um time de cinco pessoas. BMG ficou com 50%, ou quatro mulheres em um conselho de oito integrantes.

No terceiro posto, Magalu possui três conselheiras, em um grupo composto por sete pessoas, ou 43%. Já Aeris e Vivara, nas quarta e quinta posições, respectivamente, figuram com 40%, com duas mulheres em um conselho de cinco pessoas — neste caso o critério de desempate é o de maior capitalização de mercado.

Os números reforçam que companhias abertas têm dado espaço à equidade de gênero em postos de comando, mas indica um longo percurso a ser percorrido, avalia Iris Sayuri, gerente de produto e uma das embaixadoras do movimento “Nós, mulheres investidoras”, da Easynvest.

“Mensalmente vemos novas empresas compondo o ranking, assim como muitas abrindo IPO, já com o cuidado em ter maior representatividade feminina na liderança. O levantamento destaca quem tem feito a lição de casa, mas o cenário segue desigual para elas. Se pensarmos em CEOs, menos de 2% são mulheres em companhias abertas no país”, justifica.

Veja ranking das 10 empresas com mais mulheres em conselhos

Entre os critérios para a seleção das empresas estão o limite mínimo de 1% de ações em circulação (ou free float), capitalização de mercado mínima de R$ 300 milhões e volume de negociação no mês de referência superior a R$ 20 milhões. O estudo também considera apenas cargos efetivos, exclui empresas em recuperação judicial ou extrajudicial e aquelas que não estejam em dia com informes regulatórios.

      1. Enjoei: 60% do conselho
      2. BMG: 50%
      3. Magalu: 43%
      4. Aeris: 40%
      5. Vivara: 40%
      6. Mills (MILS3): 38%
      7. Santander (SANB11): 33%
      8. Copel (CPLE6): 33%
      9. Porto Seguro (PSSA3): 33%
      10. Pague Menos (PGMN3): 33%

Para o CEO da Teva Indices, Gabriel Verea, o levantamento indica a importância de dimensionar fatores de governança em números. “O cálculo de índices que medem a diversidade na governança já é uma prática consolidada em diversos países. Essa mensuração é essencial para aumentar a transparência e promover mudanças sociais”, avalia.

A Teva Indices, empresa que cria índices para ETFs brasileiros, é a única a medir quantitativamente a presença de mulheres na governança de todas as empresas brasileiras listadas. Os dados do estudo são produzidos pela empresa utilizando ciência de dados e inteligência artificial para elaborar índices financeiros de ESG (abreviação, em inglês, de Environmental, Social and Governance, ou, em português, Ambiental, Social e Governança Corporativa), e que incluem, portanto, assuntos relacionados a gênero.

Poliana Santos

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