Veedha Investimentos tem crescimento acelerado, apesar de volatilidade no mercado

Veedha Investimentos tem crescimento acelerado, apesar de volatilidade no mercado
Veedha Investimentos. Créditos: Divulgação/Veedha

O escritório Veedha Investimentos, parte do G20 da XP Investimentos, conta uma história de mudança e renascimento. Fundada em 2017, a empresa já possui R$ 7 bilhões em custódia, oito filiais espalhadas pelo país, aproximadamente 200 colaboradores e mais de 10 mil clientes assessorados.

O CEO e sócio fundador da Veedha, Rodrigo Marcatti, começou sua carreira no Banco Safra, avançando rapidamente entre os cargos da companhia, em 2004.

Como assistente comercial, Rodrigo se viu mais próximo dos clientes, aventurando-se com produtos de investimentos – mas ainda não era o suficiente para ele. Três anos mais tarde, mudou para o Banco Fator, que na época era uma das principais corretoras do mercado.

Na visão dele, o mundo da renda variável estava indo bem, assim como o Brasil num contexto macroeconômico e, por esse motivo, ele foi buscando se envolver ainda mais com o mercado. Aos 32 anos, em 2015, o CEO da Veedha já havia se tornado diretor do banco, o mais novo naquele período.

Com o desejo de crescer, Rodrigo sentia a limitação de um sistema já engessado. Diz que via corretoras tradicionais começando a perder mercado, ficando para trás, sem investimentos necessários para acompanhar a evolução do mercado financeiro, tanto em tecnologia quanto em qualificação de profissionais.

Em 2016, ainda como diretor do Fator, a XP o procurou para criar um novo escritório sob a direção dele. O movimento levaria parte da equipe dele como sócios. Marcatti resistiu um pouco ao convite.

“A minha primeira reação foi de desprezo, porque agente autônomo não era ainda profissional, não era valorizado no mercado. Como diretor de banco, supernovo, numa carreira de status, pensei: ‘Poxa, como assim? Vou sair daqui, da minha zona de conforto, do meu status, para virar agente autônomo”, explicou.

As negociações duraram cerca de seis meses. Nesse período, ao conhecer mais sobre a XP e sua estrutura, Rodrigo entendeu o movimento, já aceito pelo mercado nos Estados Unidos muitos anos antes.

Abriu o plano para sua equipe, no total de sete sócios, e todos decidiram embarcar na ideia.

No final de 2016, em sua última reunião orçamentária como diretor, Rodrigo pediu mais investimento e espaço, e não foi aceito. “O banco estava indo em outra direção e isso ajudou a acelerar o processo de saída”, disse.

A Veedha Investimentos foi fundada no dia 28 de março de 2017, inspirada no rótulo de uma garrafa de vinho encontrada na casa do pai do CEO, com o mesmo nome.

Apoio por parte da XP Investimentos

Rodrigo explica que a Veedha Investimentos acompanhou fortemente o crescimento que a indústria passava na época.

“Surfamos um baita crescimento na indústria. Com dois meses de existência da Veedha, veio a compra do Itaú na XP e isso ajudou muito a gente, pois vínhamos de uma casa mais tradicional, de um cliente mais private, mais alta renda”, disse. “Então, naquele primeiro momento, falar da XP ainda era um pouco mais desafiador. Quando veio a compra do Itaú isso chancelou o movimento, ficou mais fácil explicar para um cliente mais tradicional”.

Em um ano, a Veedha se tornou um dos principais nomes dentro dos parceiros da XP, e já havia alcançado R$ 1 bilhão sob custódia. “Foi de uma forma muito informal, muito despretensiosa, que a gente cresceu nos dois/três primeiros anos. Chegamos aos R$ 3 bilhões assim”, afirmou Rodrigo.

Agora, com os pés mais firmes no mercado, a Veedha busca crescimento interno. São oito unidades no Brasil: Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Balneário Camboriú (SC), Rio de Janeiro (RJ), Sorocaba (SP), Limeira (SP), Varginha (SP) e a sede, em São Paulo (SP).

A Veedha Investimentos possui diversas vagas dentro de todas as filiais, tanto no time de assessores e profissionais corporativos, quanto na mesa de renda variável, mesa de produtos, wealth planning, crédito, seguros, entre outros.

Hoje, o escritório já oferece todos os serviços bancários e financeiros, com capacidade de assistir seus clientes de qualquer forma possível ou necessária.

O que a Veedha espera para os próximos anos

Rodrigo Marcatti aposta que há muito espaço para crescimento no mercado, pelo menos numa visão para os próximos três anos.

Mesmo com a taxa básica de juros, a Selic, subindo e a aversão ao risco – o que tende a deixar o investidor mais passado e acomodado onde está –, há muitas oportunidades. “Tem um oceano de investidores mal assessorados no Brasil, mal atendidos nos bancos tradicionais”, disse o fundador da Veedha.

Ele explica ter visto esse ciclo acontecer mais de uma vez (e que certamente não será a última). “Com período de taxa de juros mais baixa, um pouco menor principalmente nos últimos três anos, aumentou muito a quantidade de investidor em bolsa, ações ou FIIs. Mas, nesses momentos com taxas de juros acima de dois dígitos, com renda fixa pagando acima de 1% ao mês, é natural que o grande fluxo vá para a renda fixa”, destaca.

Com a visão nas cenas dos próximos capítulos, Rodrigo conta que a intenção é atingir os R$ 10 bilhões em custódia até o final de 2023, continuando o fluxo de expansão da Veedha, com crescimento orgânico.

Victória Anhesini

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