Vale (VALE3) e Aura (AURA33) são favoritas do BTG no setor de mineração; entenda
Mesmo em um cenário ainda desafiador para o setor de commodities, as ações da Aura Minerals (AURA33) e da Vale (VALE3) seguem se destacando. Segundo o BTG Pactual, as duas companhias devem apresentar resultados sólidos no quarto trimestre de 2025, sustentadas por um bom desempenho operacional e exposição a commodities com uma dinâmica mais favorável.
De acordo com os analistas do BTG, o trimestre final de 2025 período foi marcado por pressões cambiais, com um real mais forte, além de uma sazonalidade de fim de ano menos favorável. Ainda assim, metais preciosos e cobre ajudaram a impulsionar algumas companhias do setor, o que posiciona a Aura e a Vale como as principais escolhas do banco no trimestre.
“Apenas um punhado de empresas deve apresentar resultados sólidos”, destaca o relatório, ao apontar que a combinação entre câmbio e sazonalidade pressionou os números do período. Ainda assim, o banco ressalta que os resultados ajudam a reforçar as teses preferidas ao longo dos últimos meses.
Aura Minerals (AURA33) se beneficia da alta do ouro e do cobre
Segundo o BTG, a Aura Minerals (AURA33) aparece como um dos principais destaques do trimestre. A companhia deve registrar receita líquida de US$ 321 milhões no 4T25, alta de 29% na comparação trimestral e de 87% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O EBITDA é estimado em US$ 213 milhões, avanço de 40% na comparação trimestral e expressivo crescimento de 170% na relação anual, enquanto o lucro líquido projetado chega a US$ 113 milhões. Já os volumes devem alcançar 80 kGEO, crescimento de 7% frente ao trimestre anterior.
Segundo o BTG, o desempenho é impulsionado principalmente pela forte valorização dos metais preciosos e do cobre ao longo do período. “Destacamos o maior crescimento do trimestre, impulsionado pela alta dos metais preciosos e do cobre”, afirma o banco, ao reforçar Aura entre os principais nomes do setor.
Vale mantém resultados fortes no trimestre
A Vale também deve entregar números sólidos no 4T25, mantendo um desempenho considerado resiliente pelo BTG. A mineradora deve reportar receita líquida de US$ 11,1 bilhões, crescimento trimestral de 7% e anual de 10%.
O EBITDA ajustado, excluindo efeitos relacionados a Brumadinho, é estimado em US$ 4,5 bilhões, com alta de 3% na base trimestral. Os embarques de minério de ferro devem somar 86 milhões de toneladas, avanço de 2% em relação ao trimestre anterior e 6% na base anual.
Além disso, a estrutura de capital segue confortável, com dívida líquida expandida equivalente a 1,0x o EBITDA.
“Vale (VALE3) e Aura (AURA33) conseguiram sustentar um sólido momentum operacional aliado a um pano de fundo macro favorável, sustentando nossa tese”, conclui o relatório.