Vacina da Pfizer (PFIZ34) não oferece proteção total contra ômicron, diz agência

Vacina da Pfizer (PFIZ34) não oferece proteção total contra ômicron, diz agência
Pfizer amplia lucro no 4T21 - Foto: Divulgação.

A agência Bloomberg noticiou nesta terça-feira (7) que a vacina da Pfizer (PFIZ34) e BioNTech oferece proteção robusta, mas não completa, contra a nova variante Ômicron do coronavírus.

Os experimentos em laboratórios mais recentes apontam que o ômicron é mais resistente à imunidade produzida pela vacina da Pfizer do que as variantes anteriores. Segundo Alex Sigal, chefe do laboratório de Durban, na África do Sul, as atuais vacinas contra a Covid precisam ser atualizadas pra aumentar a proteção contra a nova variante.

Identificada inicialmente na África do Sul, a variante Ômicron já possui registros em mais de 40 países até o momento. No Brasil, seis casos foram confirmados pelo Ministério da Saúde

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a nova variante é “preocupante” e apresenta “grande risco” para os países porque a variante apresenta grande quantidade de mutações (cerca de 43 mutações na proteína mais importante do vírus, a spike).

Indícios iniciais mostram que muitos pacientes contaminados com a cepa ômicron já tinham histórico de imunização parcial ou completa. Porém, os sintomas apresentados foram leves. Também não foi identificado nenhum caso letal até o momento.

Além da Pfizer, CoronaVac também deve se adaptar para imunizar contra Ômicron

A farmacêutica chinesa Sinovac anunciou hoje que está desenvolvendo uma versão da vacina CoronaVac adaptada para imunizar contra a variante Ômicron.

A expectativa do laboratório chinês é a de que a atualização da vacina fique pronta em três meses, ou seja, até fevereiro de 2022. Além disso, a Sinovac projeta uma capacidade de fornecimento de 1 bilhão a 1,5 bilhão de doses por ano.

O comunicado foi feito no Simpósio Internacional da CoronaVac, realizado pelo Instituto Butantan. O encontro reúne pesquisadores brasileiros de diversas áreas e especialistas dos Estados Unidos, Turquia, Chile, China e Espanha.

No mais, a Sinovac afirmou que está avaliando a eficácia da CoronaVac contra a variante Ômicron. O resultado deve ficar pronto em duas semanas, segundo o presidente da farmacêutica, Weidong Yin.

Bruno Galvão

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