Tesouro Selic rende 13% ao ano com nova taxa de juros

Tesouro Selic rende 13% ao ano com nova taxa de juros
Tesouro Direto; Tesouro Selic - Foto: Pixabay

Com o novo ajuste da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), indo a 13,75%, a rentabilidade do Tesouro Selic e de outros títulos de renda fixa segue elevada.

Com isso, um aporte de R$ 10 mil no Tesouro Selic, em um acumulado de 12 meses, daria ao investidor uma rentabilidade de cera de R$ 1,3 mil.

Além disso, em um período de seis meses, seriam R$ 660 acumulado somente com o título de renda fixa. Vale frisar que esses valores desconsideram a alíquota do Imposto de Renda (IRPF).

Nesse cenário de rentabilidade, o título público segue com um espaço para dar ao investidor um retorno perto do que os analistas chamam de “Selic Over” – termo utilizado para designar uma rentabilidade poucos pontos abaixo da Taxa Selic.

Atualmente, são cerca de 13,6% de rentabilidade ao ano ante 13,75% da Selic.

A expectativa, inclusive, é que a rentabilidade destes investimentos em renda fixa ainda se eleve nos próximos meses, dados os prognósticos para as próximas reuniões do Copom.

“No comunicado o COPOM confirmou a expectativa do mercado elevando o juro em 50 pontos base para 13,75%, mas deixou de se comprometer com uma decisão para a próxima reunião em setembro dizendo que pode fazer um aumento menor”, afirma Igor Barenboim, sócio e economista chefe da Reach Capital.

“O BC inovou deslocando o horizonte relevante para a meta de inflação para os 12 meses findos em março de 2024 de modo a limpar o efeito das mudanças tributárias. Essa inovação aumenta a chance do BC poder concluir o ciclo de aumento de juros com a decisão mais recente”, segue.

Apesar da alta do Tesouro Selic, Poupança e CDB lideram renda fixa

Em cenário de baixa em investimento de renda variável, a renda fixa cresceu e ocupa boa parte nas carteiras dos brasileiros, representando 61,3% dos investimentos, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

No private a renda fixa representa 27,5% do volume financeiro, no varejo de alta renda 11,4% e, no tradicional, 6%.

A poupança, ainda que rendendo abaixo da inflação, segue como produto principal do varejo, com uma fatia de 32,9% entre os investidores.

O CDB, outro favorito na renda fixa, em logo atrás, com 19,9%. LCA e LCI apresentaram crescimento expressivo no primeiro semestre de 2022, maior do que o apresentado em 12 meses de 2021.

O LCA chegou aos R$ 249,6 bilhões, um crescimento de 38,5% e LCI chegou a marca de R$162,4 bilhões, registrando alta de 25,4% no semestre, contra 12,3% em 2021, também ficando na frente do Tesouro Selic.

Eduardo Vargas

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