BB-BI: units da Taesa (TAEE11) têm a melhor performance do setor elétrico

BB-BI: units da Taesa (TAEE11) têm a melhor performance do setor elétrico
Taesa - Foto: Luís Semensato/Taesa/Divulgação

A Taesa (TAEE11) divulgou ontem (11) seu balanço do terceiro trimestre deste ano, Os números foram vistos com otimismo pelo BB Investimentos, que manteve sua recomendação de compra para as units da companhia, com preço-alvo em R$ 44,70 para o fim de 2022.

Em relatório assinado por Rafael Dias, o BB-BI aponta que a performance das units da Taesa tem sido a melhor do setor, superando os principais índices que ela compõe, no acumulado nos últimos 12 meses no de 2021.

“Esse desempenho positivo está amparado na forte disparada dos índices de inflação que reajustam anualmente a receita da companhia, bem como na expectativa de eventual disputa pelo controle da companhia no caso de a Cemig (CMIG4) efetivar seu desejo de vender sua participação de 21% no capital social da Taesa”, diz o banco de investimentos.

Hoje, a unit da companhia encerrou o pregão em queda de 0,44%, valendo R$ 36,50. No ano, o papel acumula uma alta de 9,51%, frente ao fechamento a R$ 33,33 ao final de dezembro de 2020.

Resultado da Taesa no 3T21

Entre julho e setembro desTe ano, a companhia teve um lucro líquido de R$ 536,9, valor 18,3% menor do que o registrado um ano atrás.

Segundo a companhia, o IGP-M, índice macroeconômico que indexa os contratos, afetou negativamente os valores. Houve ainda um aumento de R$ 111 milhões nas despesas financeiras.

Na parte positiva, a Taesa aponta que a queda no  lucro foi parcialmente compensada por:

  • Aumento de 34,7% na receita de Operação e Manutenção explicado pela reajuste inflacionário do novo ciclo da RAP (Receita Anual Permitida) (2021-2022);
  • Aumento da margem de implementação de infraestrutura e da remuneração do ativo contratual como resultado da inflação registrada acima da expectativa no trimestre, impactando positivamente o saldo desses ativos contratuais.

Na avaliação do BB-BI, o resultado da Taesa mostra o impacto positivo no novo ciclo da RAP iniciado em julho sobre a receita regulatória. “As receitas ajustadas pelo IGP-M tiveram reajuste de 37,04%, enquanto as ajustadas pelo IPCA tiveram reajuste de 8,06%, totalizando incremento de 21% em relação ao ciclo anterior. Isso já inclui a queda de 50% na RAP das concessões da categoria II, que atingiram a meia vida”, aponta o relatório.

Laura Moutinho

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