SNFF11 eleva caixa, paga R$ 0,80 e supera IFIX em dezembro
O fundo imobiliário SNFF11 distribuiu R$ 0,80 por cota em dezembro, equivalente a yield mensal de 1,47% considerando a cotação de 15 de janeiro de 2026. Ao fim do mês, o veículo ainda mantinha R$ 0,02 por cota em reservas, reforçando a consistência da política de proventos e a disciplina na gestão de caixa.
O período foi marcado pelo avanço da fusão/incorporação entre SNFF11 e SNME11, aprovada em assembleia extraordinária de outubro. A administração projeta a conclusão no primeiro semestre de 2026, após a estruturação de transações estratégicas para a carteira combinada, com foco em sinergias operacionais e captura de valor.
No mercado secundário, as cotas mostraram desempenho sólido. Em dezembro, o papel subiu 5,15%, resultando em retorno total de 6,26% no mês ao incluir o provento de novembro. O ativo encerrou a R$ 76,14, abaixo do valor patrimonial de R$ 86,88, mantendo desconto relevante que pode servir de catalisador para recomposição de preço.
Apesar da abertura marginal na curva real — com a NTN-B 2035 de 7,31% para 7,39% ao ano —, os FIIs se recuperaram. O IFIX avançou 3,14% no período, evidenciando melhora no apetite por risco e perspectivas mais positivas para o segmento de renda imobiliária.
No mês, o SNFF11 entregou retorno patrimonial total de 3,51%, superando o benchmark. Desde maio de 2021, o fundo acumula alpha de 9,33%, o que representa performance equivalente a 129% do IFIX no agregado, reforçando a eficácia da gestão ativa.
Parte dos recursos permanece alocada em fundos de desenvolvimento, cerca de 9% do portfólio, com exposição aos segmentos logístico, corporativo, residencial e hoteleiro. Esses investimentos seguem a dinâmica de “curva J”, demandando mais capital no início e concentrando retornos em prazos mais longos, com potencial de geração de valor.
Resultado do fundo imobiliário
Em resultados, o fundo apurou R$ 3,22 milhões em dezembro, sendo aproximadamente R$ 2,9 milhões provenientes de proventos de FIIs da carteira. Rendimentos de renda fixa, dividendos acionários e ganhos de capital somaram perto de R$ 360 mil, contribuindo para o caixa e a previsibilidade de distribuição.
Movimentação da carteira
Em termos de alocação, a gestão vendeu cerca de R$ 2 milhões em FIIs líquidos para reforçar o caixa e reduzir exposições maduras. Ao mesmo tempo, ampliou a posição em PATL11, do segmento industrial e logístico, fortalecendo a diversificação setorial.
A alocação tática incluiu novo aporte de R$ 7,8 milhões em CXCO11, veículo com imóveis integralmente locados para a Caixa Econômica Federal. A aquisição ocorreu a cap rate implícito próximo de 15% ao ano, nível elevado frente a transações do mercado tradicional, oferecendo margem de segurança e potencial de valorização.
Por fim, a estratégia ativa envolveu uma venda a descoberto em HGLG11, encerrada em dezembro, que gerou lucro aproximado de R$ 366 mil. A operação contribuiu para o resultado mensal e exemplifica a abordagem oportunística da equipe de gestão do fundo imobiliário.