Smart Fit (SMFT3) dispara mais de 12% após resultados do 1T; BBA vê alta de 76%

As ações da Smart Fit (SMFT3) estão disparando mais de 12% nesta quinta-feira (7), após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026. Por volta das 13h20, os papéis sobem 13,15%, a R$ 20,57, e lideram os ganhos do Ibovespa.

A reação positiva do mercado ocorre após a rede de academias reportar números acima das expectativas no 1T26. Entre janeiro e março, a Smart Fit registrou lucro líquido ajustado de R$ 207 milhões, avanço de 47,6% na comparação anual.

A receita líquida da Smart Fit também cresceu no período, somando R$ 2,1 bilhões, alta de 25,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 672 milhões, com margem de 32%.

Além do avanço operacional, os investidores repercutem a melhora na rentabilidade do TotalPass e a percepção de que os resultados podem interromper o ciclo recente de revisões negativas para a companhia.

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Itaú BBA mantém recomendação positiva para Smart Fit (SMFT3)

Na avaliação do Itaú BBA, os resultados do primeiro trimestre vieram acima do esperado em um momento importante para a tese da Smart Fit, após meses de desvalorização das ações SMFT3.

O banco destacou que o lucro da companhia ficou 30% acima de suas estimativas e 18% acima do consenso do mercado, impulsionado principalmente pelo desempenho do TotalPass no Brasil, pela monetização da plataforma corporativa e por uma execução de custos considerada forte.

“Positivo. Um resultado acima do esperado em um momento oportuno, após meses de desvalorização”, escreveu o BBA no relatório divulgado nesta quinta-feira.

Os analistas também afirmaram que a rentabilidade do TotalPass surpreendeu significativamente para cima, com receita líquida e lucro bruto acima das projeções do banco.

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Apesar da leitura positiva, o Itaú BBA ponderou que ainda vê um ponto de atenção relevante na queda da densidade de alunos nas academias maduras da companhia, especialmente no Brasil. “O debate sobre densidade de alunos está ficando cada vez mais difícil de ignorar”, afirmou o banco.

Segundo os analistas, a desaceleração no número de alunos por unidade pode pressionar a receita e a rentabilidade das academias no longo prazo, principalmente diante do ritmo acelerado de expansão da empresa.

Ainda assim, o Itaú BBA ressaltou que a Smart Fit segue apresentando forte geração de caixa e retorno sobre capital investido (ROIC), sustentados por controle de custos e melhora de margens.

O banco manteve recomendação outperform, equivalente à compra, para as ações da Smart Fit (SMFT3), com preço-alvo de R$ 32 para o fim de 2026. Considerando o fechamento da última quarta-feira (6), o potencial de valorização estimado é de aproximadamente 76%.

Giovanna Oliveira

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