Indústria engata 3ª alta seguida e já supera nível pré-pandemia, mostra IBGE

A alta de 0,1% em março ante fevereiro na produção da indústria foi a terceira expansão consecutiva, acumulando um crescimento de 3,1% no período. O resultado elimina a perda de 2,3% registrada entre setembro e dezembro de 2025, ressaltou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/04/1420x240-Planilha-vida-financeira-true.png

“A indústria tem uma manutenção do comportamento positivo em março”, afirmou Macedo. “A magnitude de crescimento é menor do que nos meses anteriores, e não houve disseminação. Embora o setor industrial tenha ficado no campo positivo, observa-se somente oito atividades no campo positivo”, ponderou.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%), produtos químicos (4,0%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%).

“Somando essas três atividades a gente tem cerca de um terço do setor industrial no campo positivo. Então a gente está falando de um terço do setor industrial com crescimento acima da média”, frisou Macedo. “O crescimento concentrado se deu em atividades com peso importante no segmento industrial.”

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/04/1420x240-Planilha-vida-financeira-true.png

Comparação com o nível pré-pandemia

A indústria brasileira chegou a março operando 3,3% acima do patamar de fevereiro de 2020: 10 das 25 atividades investigadas estão operando em nível superior ao pré-crise sanitária, segundo o IBGE.

Em março, os níveis mais elevados em relação ao patamar de fevereiro de 2020 foram os registrados pelas atividades de outros equipamentos de transporte (23,7%), indústrias extrativas (16,3%), produtos do fumo (13,9%), derivados do petróleo (10,6%), máquinas e equipamentos (8,7%) e produtos alimentícios (6,8%).

No extremo oposto, os segmentos mais distantes do patamar pré-pandemia são vestuário e acessórios (-27,8%), móveis (-21,2%), produtos diversos (-16,3%) e produtos de madeira (-15,6%).

Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital está 8,4% acima do nível de fevereiro de 2020. A fabricação de bens intermediários está 6,5% acima do pré-covid. Os bens duráveis estão 7,6% abaixo do pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não duráveis estão 1,9% aquém do patamar de fevereiro de 2020.

Com Estadão Conteúdo

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/03/Ebook-Acoes-Desktop.jpg

Tags
Redação Suno Notícias

Compartilhe sua opinião