Sparta destaca assimetria no DIVS11 e retornos robustos de fundos de infraestrutura

A gestora Sparta apresentou ao vivo os resultados de seus fundos de infraestrutura no último exercício, em um ambiente marcado por juros elevados, compressão de margens e critérios mais rígidos dos investidores. Entre os produtos, o DIVS11 foi apontado como o veículo com maior potencial de assimetria, beneficiando-se de duration longa e sensibilidade à queda de juros. A casa reforçou que a seleção dos fundos deve considerar sobretudo o indexador e o perfil de risco, e não diferenças relevantes de crédito.

No caso do DIVS11, a performance nominal atingiu 16% em 2025, com dividend yield de 15,2% ao ano e retorno de IPCA + 11,1%, superando o IDkA IPCA 5 anos + 2%. A cota patrimonial encerrou próxima de R$ 100, sinalizando equilíbrio entre distribuição e preservação do patrimônio. Ulisses Nehmi, CEO da gestora, enfatizou que “você não compara esses fundos por diversificação de crédito, você compara pelo indexador”, destacando os perfis atrelados ao CDI, à inflação de curto prazo e à inflação de longo prazo.

Entre os produtos atrelados ao CDI, o CDII11 distribuiu R$ 1,52 por cota em dezembro, cerca de 120% do CDI, com dividend yield anualizado de 17,4%. No ano, o retorno foi de 16,8%, equivalendo a cerca de 137% do CDI, impulsionado pelos juros básicos elevados e por movimentos táticos no secundário. A gestão ativa, com rotatividade mensal de 5% a 10%, foi determinante para capturar ineficiências e recompor prêmios.

O JURO11 manteve sua característica de estabilidade, distribuindo R$ 1,00 por cota em dezembro e encerrando 2025 com dividend yield anualizado de 12,1%. A cota patrimonial valorizou 13,7%, aproximando-se da meta de IMA-B 5 + 2% ao ano, com spread médio de 0,8%. Para JURO11 e CDII11, segue a regra da cota-base, que suaviza a volatilidade dos proventos ao longo do tempo.

A Sparta ressaltou que spreads menores nos fundos de infraestrutura não implicam retornos inferiores: “Quanto mais spread, mais risco. O que importa para o investidor de longo prazo é consistência”, afirmou o analista Caio Palma. Mesmo com spreads entre 0,8% e 2%, os fundos entregaram retornos reais robustos.

Com a duration em torno de cinco anos, o DIVS11 se beneficia em cenários de queda na curva: uma redução de 1 ponto percentual nas taxas pode gerar valorização próxima de 5% além do carrego, elevando o potencial de retorno no longo prazo. A liquidez crescente do mercado secundário, estimada em R$ 40 bilhões por mês, amplia oportunidades de preço e reforça a captura de valor.

Sparta detalha retorno dos fundos de infraestrutura

Nehmi chamou atenção para a duration mais longa do DIVS11, em torno de cinco anos, o que cria uma opcionalidade relevante em um cenário de fechamento da curva de juros. “Se a taxa cair 1 ponto percentual, isso pode gerar algo próximo de 5% de valorização adicional, além do carrego”, disse, ressaltando que o risco maior vem acompanhado de um potencial de retorno superior no longo prazo.

No caso do JURO11 e do CDII11, a estratégia segue ancorada na regra da cota-base, que ajuda a suavizar a volatilidade dos dividendos. “O dividend yield conversa muito com o resultado da cota patrimonial”, explicou Caio Palma, analista da gestora, ao comentar que a política de distribuição evita surpresas e preserva consistência para o investidor de renda.

Palma também destacou que spreads mais baixos não significam, necessariamente, menor retorno. “Quanto mais spread, mais risco. O que importa para o investidor de longo prazo é consistência”, afirmou. Segundo ele, mesmo com spreads médios entre 0,8% e 2%, os fundos conseguiram entregar retornos reais expressivos ao longo dos anos.

Outro ponto central da estratégia da Sparta é a gestão ativa, com giro mensal entre 5% e 10% da carteira. “Sempre que algo fica caro, a gente vende. Quando fica barato, a gente compra”, explicou Palma. Esse movimento, aliado ao aumento da liquidez do mercado secundário — hoje em torno de R$ 40 bilhões negociados por mês —, amplia as oportunidades de captura de valor.

Redação Suno Notícias

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