DIVIDENDOS

Rendimentos de fundos imobiliários não serão tributados, diz site

Rendimentos de fundos imobiliários não serão tributados, diz site
Edifícios. Foto: Pixabay

Os rendimentos de fundos de imobiliários (FIIs) continuarão isentos de imposto de renda ao contrário do previa a proposta de reforma tributária enviada pela equipe econômica à Câmara dos Deputados. A informação é do Poder 360.

A retirada da medida que tributaria rendimentos de fundos imobiliários conta com o apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. De acordo com a reportagem, a expectativa é de que a mudança seja anunciada nesta semana, no novo relatório elaborado pelo deputado Celso Sabino (PSDB-PA).

O texto do Executivo modificaria os rendimentos de FIIs com cotas negociadas em Bolsa distribuídos a pessoa física. A partir de 2022, os ganhos de capital, além da amortização e da alienação de cotas, passariam a estar sujeitos a uma alíquota de 15%.

Atualmente, a classe de ativos é tributada em 20% caso haja lucro por meio de valorização de cotas alienadas.

O objetivo do governo federal era simplificar e harmonizar o tratamento tributário para todos os fundos.

Já os fundos de investimento privados fechados passarão a ter incidência de imposto sobre o rendimento. Conforme a reforma tributária, serão taxados fundos com até 50 cotistas.

Receita deixará de arrecadar R$ 850 mi com isenção para FIIs

Ainda segundo o Poder 360, a alteração no projeto implicará em uma perda de oportunidade em arrecadar R$ 850 milhões de impostos por ano.

A decisão de Paulo Guedes e Arthur Lira liberaria cerca de 1,5 milhão de investidores que migraram da Caderneta de Poupança para investimentos em fundos imobiliários. Hoje, o ticket médio da classe de aplicação é de R$ 50.000.

O relatório da reforma tributária será apresentado a líderes partidários nesta terça-feira (13). A expectativa é de Paulo Guedes e Arthur Lira devem falar sobre as regras para fundos imobiliários e outras mudanças. O texto será votado em agosto, depois do recesso parlamentar.

Arthur Guimarães

Compartilhe sua opinião

Receba os destaques que irão movimentar o cenário econômico antes da abertura do mercado.

Inscreva-se