TEPP11 paga dividendo equivalente a 157% do CDI; veja o valor

Os rendimentos do TEPP11 ficaram em R$ 0,131 por cota em abril, equivalente a um dividend yield mensal de 1,51% e anualizado de 19,69%, calculado sobre a cota de fechamento de R$ 8,68. Nesse patamar, os repasses correspondem a 157,49% do CDI líquido, já considerada alíquota de 15%.

No mesmo mês, o fundo apurou resultado distribuível de R$ 3,78 milhões, com receitas totais de R$ 5,488 milhões e despesas de R$ 1,707 milhão. O patrimônio líquido encerrou abril em R$ 475,562 milhões e a cota patrimonial ficou em R$ 9,58, enquanto o valor de mercado somou R$ 430,675 milhões, levando o P/VP a 0,91x.

Rendimentos do TEPP11 e desempenho em abril

A carteira reúne seis ativos, com 52.514 metros quadrados de ABL e 47 locatários. A vacância física terminou abril em 5,69% e a financeira em 2,85%. No histórico recente, a vacância financeira oscilou entre 1,0% em outubro de 2025 e 4,9% em fevereiro de 2026, encerrando o mês em 2,9%.

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A vacância física permaneceu em 0,0% de maio a novembro de 2025 e avançou para 5,7% a partir de dezembro, nível mantido até abril de 2026. O WAULT está em 4,9 anos e o valor de mercado por metro quadrado é de R$ 11.144. O giro diário médio dos últimos 30 dias alcançou R$ 1,908 milhão.

Composição da carteira e dos contratos do TEPP11

A receita é distribuída de forma equilibrada entre os imóveis: Torre Sul, Top Center, GPA e BFL 1355 respondem por 19% cada, Passarelli por 14% e Fujitsu pelos 9% restantes. Pelo prazo médio individual, o Edifício GPA se destaca com WAULT de 13,0 anos, seguido por Top Center (4,7 anos), Torre Sul (3,9 anos), Passarelli (3,4 anos), FL1355 (1,6 ano) e Fujitsu (1,3 ano).

Na base de inquilinos, o setor de tecnologia lidera com 20,19%, seguido por varejo (19,13%), agroindústria (18,25%), serviços (17,39%), comércio (10,05%), saúde (7,89%), financeiro (4,44%), outros (1,38%), infraestrutura (0,93%) e engenharia (0,35%). Os contratos são majoritariamente atrelados ao IPCA, que corrige 78,1% do total, enquanto 21,9% estão indexados ao IGP-M.

Os reajustes se concentram em janeiro (26%), junho (22%), março (18%) e outubro (13%), com participações menores nos demais meses. O cronograma de vencimentos é pulverizado, com picos em 2027 (21%), 2039 (18%) e 2026 (16%). Há quatro negociações revisionais em aberto, além de nove contratos com revisional prevista para 2026, oito para 2027, 25 para 2028 e três para 2029.

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Endividamento e cronograma de pagamentos do fundo

Do lado do passivo, o fundo carrega duas dívidas. O CRI Fujitsu, emitido em junho de 2021 e com vencimento em junho de 2033, remunera a IPCA + 6,00% ao ano, tem volume original de R$ 24,750 milhões e saldo atualizado de R$ 34,547 milhões, com início de amortização em julho de 2026, em 84 parcelas.

O CRI GPA, emitido em dezembro de 2024 e com vencimento em dezembro de 2034, é corrigido por IPCA + 8,17% ao ano, com volume original de R$ 62,0 milhões e saldo atualizado de R$ 65,748 milhões, e amortização a partir de janeiro de 2027, em 96 parcelas.

A alavancagem fechou o segundo trimestre de 2026 em 20,9% do patrimônio líquido. O indicador partiu de 4,6% no primeiro trimestre de 2021 e atingiu pico de 24,0% no segundo trimestre de 2025

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Redação Suno Notícias

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