Renda fixa: emissão de dívida por empresas chega a R$ 2,5 bilhões em março

Renda fixa: emissão de dívida por empresas chega a R$ 2,5 bilhões em março
Obras de infraestrutura. Foto de Rodolfo Gaion no Pexels

As emissões de renda fixa, por meio dos títulos privados isentos de Imposto de Renda (IR) que financiam projetos de infraestrutura, chamadas debêntures incentivadas, chegaram a R$ 2,5 bilhões em março, segundo dados do Ministério da Economia desta terça-feira (3).

A 100ª edição do Boletim de Debêntures Incentivadas, da Secretaria de Política Econômica (SPE), mostra que foram distribuídas oito debêntures ao longo do mês de março, vinculadas aos setores de energia e transporte. Atualmente, o saldo desses títulos de renda fixa no mercado é de R$ 179,941 bilhões.

Lançadas em 2012, as debêntures incentivadas permitem que as empresas peguem dinheiro emprestado de investidores para financiar projetos na área de infraestrutura ou outros investimentos.

Esses papéis de renda fixa têm como objetivo usar o mercado financeiro para ampliar as fontes privadas de recursos para grandes projetos e reduzir a dependência de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Saiba mais aqui:

Rentabilidade das debêntures como renda fixa

Em troca do dinheiro emprestado pelos investidores, as empresas pagam a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais um prêmio, atualmente definido em 6,9%, superior à remuneração média do ano de 2021 (5,9%).

Isso quer dizer que a rentabilidade prevista para as debêntures, como títulos de renda fixa, é de IPCA +6,9%. De 2012 a março de 2022, o volume total distribuído em debêntures incentivadas foi de R$ 173,8 bilhões.

De acordo com a SPE, há potencial de emissão de debêntures no valor de R$ 218 bilhões relacionados a projetos de infraestrutura já aprovados. Por setores, esses recursos estão distribuídos em:

  • 74,3% para energia,
  • 16,9% na área de transporte e logística,
  • 8,4% em saneamento e mobilidade urbana e
  • 0,5% para telecomunicações.

Com o aumento da taxa de juros e a migração dos investidores para a renda fixa, há mais apetite por parte de pessoas físicas para investimentos isentos de Imposto de Renda e que pagam bons prêmios, caso das debêntures.

Com informações de Agência Brasil

Monique Lima

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