Venda estratégica e lucro robusto impulsionam RBVA11 em abril
O fundo de investimento imobiliário RBVA11 encerrou abril com resultado líquido de R$ 13,053 milhões, sustentado por receitas imobiliárias de R$ 15,964 milhões e R$ 441 mil oriundos de aplicações financeiras. As despesas operacionais recorrentes somaram R$ 3,352 milhões, preservando a margem operacional do veículo e garantindo aderência ao guidance semestral divulgado pela gestão.
Com base no resultado de R$ 0,084 por cota, o FII RBVA11 distribuiu R$ 0,09 por cota, mantendo o compromisso de previsibilidade com os cotistas. O dividend yield anualizado calculado sobre a cota patrimonial atingiu 10,1%, enquanto, pela cotação de mercado, o indicador alcançou 10,9% na base anualizada, refletindo o desconto da cota no secundário.
Venda de imóvel locado à Caixa
O movimento operacional de maior destaque no mês foi a venda de um imóvel na Avenida Senador Queiróz, em São Paulo, anteriormente locado para a Caixa Econômica Federal e uma loja de conveniência. A negociação totalizou R$ 10,5 milhões (cerca de R$ 7.256/m²), com entrada de R$ 5 milhões, cinco parcelas mensais de R$ 1 milhão e parcela final de R$ 500 mil, amparadas por garantia de alienação fiduciária sobre o ativo.
Segundo a gestão, o preço superou em aproximadamente 63% o custo de aquisição e ficou alinhado ao laudo vigente, resultando em lucro contábil de R$ 3,6 milhões, ou cerca de R$ 0,02 por cota. Considerando todo o período de posse, a transação gerou taxa interna de retorno de 15,4% ao ano ao longo de quase 14 anos, reforçando a disciplina de alocação e desinvestimento do fundo.
Reciclagem de portfólio
Estruturalmente, a alienação marca a 32ª venda desde 2019, dentro da estratégia de reciclagem de portfólio. No acumulado, o fundo imobiliário RBVA11 somou mais de R$ 309,6 milhões em desinvestimentos, com lucro superior a R$ 104 milhões, reduzindo a exposição a ativos bancários e ampliando a liquidez para novas oportunidades de investimento.
Ao fim de abril, o ativo total do fundo alcançou R$ 1,904 bilhão, com R$ 1,742 bilhão em imóveis, R$ 65,19 milhões em FIIs, R$ 40,99 milhões em renda fixa e disponibilidades e R$ 55,37 milhões em contas a receber. No passivo, as obrigações somaram R$ 235,96 milhões, sendo R$ 182,45 milhões em aquisições e CRIs a pagar. O patrimônio líquido foi de R$ 1,668 bilhão, distribuído em 156.143.050 cotas, com cota patrimonial de R$ 10,69.