Raízen (RAIZ4) precifica IPO a R$ 7,40 por ação e capta R$ 6,9 bilhões

A Raízen (RAIZ4) precificou nesta terça-feira (3) sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) a R$ 7,40 por ação, no piso da faixa indicativa, que ia de R$ R$ 7,40 e R$ 9,60. A empresa conformou os valores na noite desta terça (3).

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Com esses números, a Raízen movimentou R$ 6,9 bilhões com a operação, que contou com a oferta base e o lote suplementar. A distribuidora de combustíveis entra na Bolsa de Valores avaliada em R$ 74 bilhões.

O IPO da Raízen já pode entrar na lista dos maiores já realizados no país. Fica atrás do Santander (SANB11), com captação de R$ 14,1 bilhões na oferta inicial feita em outubro de 2009. Outros dois recordistas em IPOs são os do BB Seguridade (BBSE3), que, em  abril de 2013, levantou R$ 11,9 bi, e da Rede D´Or (RDOR3), em dezembro de 2020, com arrecadação de R$ 11,39 bilhões.

A  Raízen, joint venture entre a Cosan (CSAN3) e a Shell, pretende utilizar os recursos  da oferta para:

  • construção de novas plantas para expandir a produção de produtos Renováveis e capacidade de comercialização (80%);
  • investimentos em eficiência e produtividade nos parques de Bioenergia (5%);
  • investimentos em infraestrutura de armazenagem e logística para suportar o crescimento de volume comercializado de renováveis e açúcar (15%).

A oferta foi coordenada pelo BTG Pactual (BPAC11; Coordenador Líder), Citi (Agente Estabilizador), Bank of America, Credit Suisse, Bradesco BBI, J.P. Morgan, Santander Brasil (SANB11), XP, HSBC, Safra e Scotiabank.

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Os mais novos papéis do mercado serão listados no Nível 2 da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) sob o código “RAIZ4“, já na próxima quinta-feira, 5 de agosto.

O período de reserva de ações para a aguardada oferta pública inicial terminou ontem, 2 de agosto. Começou no dia 21 de julho, e assim os investidores interessados tiveram 13 dias corridos (9 úteis) para garantir seus papéis com antecedência.

Raízen é líder mundial no mercado de biocombustíveis

A Raízen é uma joint venture constituída em junho de 2011. A companhia se considera líder mundial no mercado de biocombustíveis.

A empresa opera com um modelo de negócios integrado em todas as etapas da cadeia de valor, desde o plantio, colheita, processamento, armazenamento, logística, distribuição e comercialização de produtos e serviços até o consumidor final.

No terceiro trimestre, a receita operacional liquida da Raízen totalizou R$ 114,6 bilhões. O lucro líquido do grupo atingiu R$ 1,5 bilhão no período, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 6,6 bilhões.

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Laura Moutinho

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