Radar: JPMorgan compra 581 mil ações da Casas Bahia (BHIA3), JBS (JBSS3) anuncia investimentos no MS e Coelba (CEEB3) paga dividendos milionários

Casas Bahia (BHIA3) recebeu hoje (15) uma nova correspondência do JPMorgan, informando que sua posição passou a representar cerca de 5,10% da quantidade total de ações ordinárias da empresa. Assim, o JP Morgan comprou 581.086 ações e participação em instrumentos derivativos referenciados em um total de 333.975 ações ordinárias.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/05/Lead-Magnet-Dkp-1.png

Conforme correspondência enviada pelo JPMorgan a Casas Bahia, o objetivo dessa participação acionária é “estritamente de investimento, não tendo como fim alteração do controle ou da estrutura administrativa da companhia”.

As ações de Casas Bahia fecharam a sessão desta segunda-feira (15) em queda de 3,64%, cotadas a R$ 6,61. No cenário mensal, o desempenho acumulado é negativo em 2,51%, dando continuidade à queda de 25% registrada em março.

A cotação final de Casas Bahia em 2023 foi de R$ 11,38. Assim, a performance acumulada ao longo deste ano até agora é de -41,9%.

Segundo dados do portal Status Invest, o desempenho acumulado da ação BHIA3 nos últimos 12 meses é de queda de 86,46%.

Além de Casas Bahia, confira outros destaques desta segunda-feira:

JBS (JBSS3) investirá R$ 150 milhões para ampliar produção em unidade do MS; saiba mais

  • JBS (JBSS3) vai dobrar a capacidade de produção da unidade Campo Grande II, localizada na capital de Mato Grosso do Sul. A companhia anunciou investimento de R$ 150 milhões para permitir que, em um ano, o volume processado diariamente na agroindústria passe de 2,2 mil para 4,4 mil animais.
  • A quantidade de colaboradores vai saltar de 2,3 mil para 4,6 mil. Segundo a companhia, isso vai transformar a fábrica na maior unidade de bovinos da América Latina.
  • O anúncio sobre a fábrica da JBS no MS ocorreu durante evento que marcou o primeiro embarque de carne bovina dessa fábrica para a China, na sexta-feira (12).
  • A unidade Campo Grande II da JBS foi uma das 38 habilitadas pelo governo chinês em 12 de março passado.
  • A cerimônia teve as presenças do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, da ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, e do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, entre outras autoridades.
  • Em 12 de março, a China anunciou a habilitação para exportação de 24 plantas de processamento de bovinos, 8 de frangos, além de 1 de termoprocessamento e 5 entrepostos. A JBS foi a empresa com mais habilitações: 12, incluindo 2 da Seara, sendo que uma delas, a planta de Itajaí (SC), recebeu duas habilitações, para exportar carnes de frango e suína.
  • “Essas 38 habilitações para a China significam um passo gigantesco para o agronegócio brasileiro. Significam crescimento, geração de emprego e renda. Para indústria, para o campo, para as pessoas, para o comércio, para cidades”, afirmou o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni. “Operamos em muitos países ao redor do mundo e nenhum deles é hoje tão atrativo quanto o Brasil para se investir no agronegócio”, completou.
  • Antes da lista recente, o Brasil tinha 106 plantas habilitadas para exportar carne à China. O país asiático é o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, suína e de frango, se destacando como maior parceiro comercial para a proteína animal.
  • A unidade Campo Grande II foi construída em 2007 e adquirida pela JBS em 2010. Ela produz, todos os dias, 440 toneladas de carne e 136 toneladas de hambúrgueres (ou 2,4 milhões de unidades). Além da China, a fábrica da JBS pode exportar para Estados Unidos, Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Argentina, União Europeia e Chile, entre outros destinos.

Coelba (CEEB3) vai pagar R$ 421,92 milhões em dividendos; veja o valor por ação

  • Coelba (CEEB3), subsidiária da Neoenergia (NEOE3), anunciou a aprovação de um novo pagamento de dividendos aos seus investidores, no valor de R$ 421,92 milhões, conforme comunicado nesta segunda-feira (15).
  • Os novos dividendos da Coelba foram aprovados em Assembleia Geral Ordinária da empresa, que aconteceu hoje (15). O valor dos proventos está em conformidade com os resultados registrados ao final de dezembro de 2023.
  • Assim, cada investidor vai receber R$ 1,5604558144 por ação ordinária, R$ 1,5604558144 por ação preferencial classe A e R$ 1,7165013958 por ação preferencial classe B.
  • A distribuição de proventos da Coelba será feita até 31 de dezembro de 2024, não estando prevista qualquer atualização monetária.
  • Os dividendos só serão pagos aos investidores comprados nos papéis da empresa até a data de corte, que também foi hoje (15). A partir de amanhã (16), as ações da Coelba vão passar a negociar como “ex-direito”, ou seja, sem direito aos proventos.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/05/1420x240.jpg

Mercado Livre (MELI34): BTG vê empresa na frente da concorrência e recomenda ações

  • O BTG Pactual ainda vê o Mercado Livre (MELI34) como o vencedor no comércio eletrônico e pagamentos na América Latina. O banco considera as ações da companhia como top pick em meio a um cenário ainda desafiador para os pares. 
  • “Embora mantenhamos uma postura conservadora em relação à exposição ao comércio eletrônico por setor, o valor do ecossistema do MELI34 indica que a empresa está à frente dos pares”, afirma o BTG. 
  • Segundo o BTG, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 31% em US$ ao longo de 4 anos, e negociando a 40,9x PE 2024 e 29,6x PE 2025, a empresa de varejo online demonstra taxas de captura em melhoria e rentabilidade saudável, compensando sua exposição ao mercado argentino.
  • Além disso, os analistas veem uma tendência de crescimento secular para o comércio eletrônico brasileiro (bem como alguns mercados da América Latina), com GMV muito mais alto do que os níveis pré-pandêmicos.

Apesar da queda sucessiva no Ibovespa, BTG (BPAC11) é escolha segura no mercado de capitais, avalia Safra. Veja motivos

  • As ações do BTG Pactual (BPAC11) atingiram um valor de R$ 33,76 no fechamento do pregão da bolsa brasileira, o Ibovespa, nesta segunda-feira (15). Isso representa uma queda de 1,57% ante o valor de fechamento da sexta-feira (12) e marca, até então, o menor valor da empresa na Bolsa em 2024. A maior alta deste ano do BTG no Ibovespa foi registrada em 15 de janeiro, com ações negociadas a R$ 38,47.
  • Desde o dia 9 de abril o BTG cai na Bolsa. Ainda assim, em um cenário de taxas de juros elevadas e perda de atratividade no mercado de capitais brasileiro, o BTG Pactual é considerado a opção mais segura, de acordo com análise do Safra. A instituição destaca a plataforma de negócios diversificada do BTG como um diferencial em meio às adversidades econômicas, ressaltando sua resiliência e desempenho superior ao setor nos últimos anos.
  • Analistas do Safra, Daniel Vaz, Silvio Dória e Gabriel Pucci preveem um crescimento de lucro por ação do BTG (EPS) de +20% em termos homólogos nos próximos dois anos. Com base nessa perspectiva, o Safra revisou para cima suas previsões de lucro para o BTG, projetando R$ 12,495 bilhões em 2024 e R$ 15,087 bilhões em 2025. Esses números representam aumentos significativos em relação às previsões anteriores e superam as expectativas de consenso.
  • Além disso, o preço-alvo para a Unit (unidade de negociação de ações) do BTG foi revisado para R$ 42 pelo Safra, refletindo um potencial de valorização de 22% sobre o fechamento de sexta-feira, 12.
  • Enquanto isso, a B3 mantém-se como a principal escolha (top pick) do Safra devido a uma assimetria mais positiva, mesmo após uma queda significativa no acumulado de 2024, influenciada pela saída de capital externo. Em contraste, as Units do BTG acumulam queda neste ano.

Vale (VALE3) informa sobre operações com consumo de energia elétrica no Brasil

  • Vale (VALE3) informou nesta segunda (15) sobre a energia elétrica utilizada nas suas operações no Brasil em 2023.
  • A Vale diz que atingiu sua meta de ter 100% de consumo de energia elétrica renovável. A meta da companhia globalmente, diz a empresa, é de chegar a 100% de consumo de energia renovável até o ano de 2023.
  • Atualmente, as informações da companhia mostram que já chegaram a 88,5%.
  • Esse atingimento da meta em 2023 significa que a Vale zerou suas emissões indiretas de CO2 no Brasil, que correspondem ao escopo 2.
  • “A estratégia de descarbonização da Vale busca reduzir em 33% suas emissões de CO2 de escopos 1 e 2 (diretos e indiretos) até 2030 e zerar suas emissões líquidas até 2050”, explica a diretora de Energia e Descarbonização, Ludmila Nascimento.
  • “Queremos avançar nas nossas metas, ajudar a tornar a matriz energética do Brasil ainda mais limpa”.

Da Casas Bahia à Coelba, essas foram as empresas que se destacaram hoje. Para ler todas as matérias clique aqui.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/05/1420x240-2.png

Vanessa Loiola

Compartilhe sua opinião