Grana na conta

Queda da Selic? Investidores estrangeiros aumentam posição ‘vendida’ nos juros

Na última quinta-feira (14), os investidores estrangeiros aumentaram as posições aplicadas no mercado de juros brasileiro, em termos líquidos. O estoque dos contratos em aberto vendidos em taxas/comprados em PU (que apostam na queda da taxa Selic) passou de 2.818.143 para 2.833.471, uma diferença de 15,33 mil contratos.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/05/Lead-Magnet-1420x240-3.png

Por outro lado, as informações da B3 (B3SA3) apontam que os investidores locais reduziram a posição líquida vendida em taxa. Os números saíram de 2.888.866 para 2.851.007 contratos em aberto, com menos 37,86 mil contratos no saldo final.

Já os bancos, por sua vez, diminuíram a posição líquida comprada em taxa, com o estoque passando de 5.555.017 para 5.536.635 contratos em aberto, uma redução de 18.382 contratos.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deverá definir a taxa de juros, está prevista de acontecer em 3 e 4 de maio de 2022.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/05/1420x240.jpg

Na ata do último encontro, o Copom sinalizou um novo aumento de 1 ponto percentual para a taxa Selic, o que eleva o juros básico do País para 12,75%. A previsão do Banco Central, relatada no último Boletim Focus, indica que ao fim de 2022, a taxa estará em 13%.

Selic: Mercado vê atuação mais incisiva contra inflação

Segundo analistas, o Copom assumiu um viés hawkish, jargão do mercado financeiro para uma atuação mais dura contra o avanço de preços, em seu último encontro.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/04/1420x240-Planilha-vida-financeira-true.png

Segundo a análise do Itaú BBA, é “provável” que haja uma piora adicional das expectativas de inflação por causa do  aumento dos preços das matérias-primas em um ambiente de repasse permissivo, “o que torna mais intenso o impacto da inflação do atacado para o varejo”.

Após o comunicado, o banco elevou em 0,75 ponto percentual a sua expectativa para a taxa Selic ao fim do ciclo de altas, a 13,75%, e prolongou a duração do ciclo. Os aumentos seriam distribuídos em um novo reajuste de 1,00 p.p. em maio, e dois aumentos de 0,50 p.p. cada, em junho e agosto.

Confira o que avaliam os analistas sobre o próximo encontro do Copom:

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/03/1420x240-Controle-de-Investimentos.png

Com informações de Estadão Conteúdo. 

Monique Lima

Compartilhe sua opinião