Privatização da Petrobras (PETR4) não está prevista para ‘este mandato’, diz Paulo Guedes

Privatização da Petrobras (PETR4) não está prevista para ‘este mandato’, diz Paulo Guedes
Ministro da Economia Paulo Guedes. Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou a possibilidade de privatização da Petrobras (PETR4) “neste mandato”. Em entrevista coletiva na embaixada brasileira em Paris, ele comentou a troca de presidente da estatal e minimizou o impacto da medida sobre a companhia.

“O presidente [Jair Bolsonaro] disse expressamente que não privatizaria a Petrobras neste mandato, seu primeiro mandato. Nunca disse nada sobre o segundo”, declarou Guedes.

Em viagem à França para discutir a adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o ministro disse ser pessoalmente favorável à privatização da petroleira, mas afirmou que a decisão final cabe ao presidente da República.

“Quando penso em Petrobras, penso que a gente deveria privatizar a Petrobras, mas eu não tenho votos. Sou só um ministro da Economia”, disse.

Durante a entrevista, Paulo Guedes prometeu executar outras privatizações até o fim do ano, como a da Eletrobras (ELET3) e a dos Correios, além de avançar com concessões de portos e dos aeroportos do Galeão, de Santos Dumont e de Congonhas.

Troca de presidente da Petrobras

Em relação à troca na presidência da Petrobras, o ministro da Economia disse que a mudança não deverá ter consequências práticas sobre a gestão da empresa, inclusive na política de preços dos combustíveis, motivo que levou Bolsonaro a mexer no comando da estatal.

“Não acho que essa mudança seja um fator importante, não mesmo. Não espero que tenha efeitos reais”, comentou Guedes.

A troca da presidência da Petrobras foi anunciada na última segunda-feira (28), com a saída de Joaquim Silva e Luna, que estava no comando da estatal desde fevereiro de 2021, para a entrada do economista Adriano Pires.

Ainda sobre o assunto, o ministro acrescentou que o único nome indicado por ele para comandar a estatal foi o do economista Roberto Castello Branco, que presidiu a companhia de janeiro de 2019 a fevereiro de 2021.

5 pontos para entender quem é Adriano Pires

Adriano Pires. Foto: Pedro França/Agência Senado.
Adriano Pires. Foto: Pedro França/Agência Senado.

O economista Adriano Pires tem à frente o desafio de colocar rédeas nos preços praticados pela Petrobras, obstáculo que nenhum de seus sucessores durante o governo Bolsonaro foi capaz de superar, conforme destacam analistas.

Caso seja confirmado como novo presidente da Petrobras, Adriano Pires, que é diretor-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), sucede a gestão militar de Joaquim Silva e Luna, general da reserva do Exército brasileiro e ex-diretor-geral da usina Itaipu Binacional.

Em entrevistas como representante do CBIE, Pires se contrapôs as visões do liberal Paulo Guedes, ministro da Economia brasileiro. Ao G1, o economista defendeu a criação de fundo de estabilização para evitar repasses de preços pela Petrobras e a volatilidade aos consumidores.

Segundo ele, a existência do fundo não reduz aumentos estruturais no valor de comercialização de combustíveis. “Mas ele vai ajudar em duas coisas: diminuir a volatilidade, ou seja, não vai haver um repasse tão rápido para o consumidor. E pode reduzir um pouco o preço”, disse.

A criação de fundo de estabilização para a Petrobras é matéria de discussão no Congresso Nacional, sob o projeto de lei (1.472/21) que estabelece diretrizes sobre os preços para o diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo.

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Com informações de Agência Brasil. 

Monique Lima

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