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Porto Seguro (PSSA3) sofre ataque cibernético em seus sistemas e canais de atendimento

Porto Seguro (PSSA3) sofre ataque cibernético em seus sistemas e canais de atendimento
Porto Seguro (PSSA3). Foto: divulgação.

Após o recente episódio de ataque hacker aos sistemas da CVC (CVCB3), a nova vítima dos criminosos virtuais foi a Porto Seguro (PSSA3). Por meio de comunicado ao mercado, a seguradora informou que sofreu uma tentativa de ataque cibernético na tarde de quinta-feira (15).

Segundo a Porto Seguro, a tentativa em questão provocou instabilidade parcial em seus canais de atendimento e em alguns de seus sistemas. A seguradora ressalta ainda que não identificou qualquer vazamento de dados próprios, de suas controladas ou de clientes e parceiros.

“A empresa ativou prontamente todos os protocolos de segurança e, desde às 15h, vem restabelecendo gradualmente seu ambiente operacional e segue trabalhando para retomar à normalidade o mais breve possível”, informou a Porto Seguro em nota.

Também nesta quinta-feira, a CVC informou que conseguiu restaurar seu site após 12 dias do ataque cibernético de que foi vítima. A invasão deixou o sistema da empresa de turismo inoperante e ocasionou uma série de prejuízos, incluindo desvalorização das ações CVCB3.

Na semana do incidente, as ações da CVC figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa, acumulando 12% de perdas. A empresa iniciou o pregão de segunda-feira (04) valendo R$ 22,92 e terminou as operações na sexta-feira (08) sendo negociada a R$ 20,30.

Brasileiras vítimas de ataques cibernéticos

Os registros de ataques hacker envolvendo empresas brasileiras vem crescendo rapidamente nos últimos meses. A Porto Seguro e a CVC são as vítimas mais recentes, mas antes delas tiveram casos semelhantes com a Lojas Renner (LREN3), JBS (JBSS3), Fleury (FLRY3), entre outras.

A Porto não revelou a modalidade da tentativa de ataque cibernético que sofreu, mas o crime cibernético mais comum nesses casos é o conhecido como ransonware, quando os hackers bloqueiam os sistemas das empresas e pedem um resgate para liberar o acesso. Foi o que aconteceu com a Renner, por exemplo.

Além dos prejuízos relacionados ao sistema de segurança da informação dessas empresas, elas também perdem na bolsa de valores. Assim como aconteceu com Renner e CVC, a Porto Seguro viu suas ações caírem após notificar o ataque o cibernético.

Os papéis da Porto Seguro fecharam com queda de 2,29% ontem, valendo R$ 45,20.

Monique Lima

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