Petrobras (PETR4) conclui acordo da Lava-Jato com justiça dos EUA

Petrobras (PETR4) conclui acordo da Lava-Jato com justiça dos EUA
Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras (PETR4) concluiu as obrigações previstas em acordo firmado em 2018 com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) sobre as irregularidades investigadas pela Operação Lava Jato, segundo informe recente da estatal.

O acordo reconheceu que, além das condutas que foram objeto do acordo, a Petrobras foi vítima dos esquemas de corrupção desvendados pela Justiça brasileira.

“Com a conclusão das obrigações previstas no acordo, a Petrobras encerra uma importante etapa de sua trajetória de recuperação. Viramos, enfim, essa página e o fim do acompanhamento do DoJ comprova que vivemos novos tempos, com nosso sistema de conformidade sendo fortalecido dia após dia. Temos hoje um sistema robusto de controle e medidas anticorrupção que vão além das exigidas pela legislação”, afirma por meio de nota o diretor executivo de Governança e Conformidade da Petrobras, Salvador Dahan.

A Petrobras pagou US$ 853,2 milhões: 10% como multa criminal para o DoJ, 10% como multa civil para a Securities and Exchange Comission – SEC e 80% como pagamentos às autoridades brasileiras.

A companhia informa que se comprometeu com o aprimoramento de seus controles internos por meio de um sistema de conformidade e de concordar em cooperar com as agências americanas, incluindo a prestação de informações em relatórios anuais ao DoJ.

A Petrobras destaca ainda que possui um Canal de Denúncia independente, a avaliação dos mecanismos de combate à fraude e à corrupção das empresas com as quais faz negócios (“due diligence“) e a análise de integridade de todos os gestores, administradores e empregados que atuam em processos críticos (“Background Check de Integridade”).

Petrobras não faz política pública, diz Silva e Luna

Com o imbróglio recente, o presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, marcou presença em publicações de alcance nacional neste domingo para defender a política de preços da companhia e para afirmar que a Petrobras já não é “aquela empresa estatal na qual havia interferência do governo”.

As falas de Silva e Luna publicadas pelo jornal O Globo, ao qual o executivo deu uma entrevista, e pelo jornal O Estado de S. Paulo, em artigo assinado pelo executivo.

Ao jornal carioca, o presidente da companhia sustentou que a Petrobras “não pode praticar políticas públicas, mas tem responsabilidade social“. Segundo o presidente da estatal, as ações sociais da empresa não costumam ter a visibilidade necessária, o que mesmo “agentes públicos” desconhecem atuação.

Ainda na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) aumentou a pressão sobre a Petrobras por conta dos reajustes nos preços dos combustíveis. Em sua conta no Twitter, o político afirmou que os preços estão “insustentáveis” e que cabe à Petrobras encontrar uma solução que não seja o “simples repasse frequente”.

Cotação de PETR4

Seguindo os preços do último pregão, na sexta-feira (1º), as ações da Petrobras ficam cotadas a R$ 28 por papel preferencial, em alta de 5,8% no acumulado mensal.

Com informações do Estadão Conteúdo

Eduardo Vargas

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