Petrobras (PETR4) e petroleiras privadas saltam no Ibovespa, com guerra em Israel no radar

As ações ordinárias de Petrobras (PETR4) disparam nesta segunda-feira (9) no Ibovespa, liderando os ganhos do índice, com o mercado repercutindo a guerra entre Israel e Hamas, logo após o grupo islâmico realizar um ataque surpresa em grande escala no sábado (7), e os impactos globais que ela pode trazer para a commodity.

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No fechamento, as ações preferenciais de Petrobras (PETR4) subiram 4,3%, cotadas a R$ 34,95, enquanto as ordinárias subiam 4,10%, a R$ 37,86. Neste sentido, papéis das petroleiras privadas, ou junior oils, também dispararam em bloco. Confira:

  • PRIO (PRIO3): alta de 8,78%, a R$ 48,45;
  • PetroReconcavo (RECV3): alta de 8,70%, a R$ 20,98;
  • 3R Petroleum (RRRP3): alta de 6,01%, a R$ 30,16.

Cotação PETR4

Gráfico gerado em: 09/10/2023
1 Dia

Segundo Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, tanto a estatal quanto as outras petroleiras se beneficiam da alta do petróleo num primeiro cenário.

“Apesar de a guerra em Israel não afetar grandes produtores mundiais (os atuais envolvidos), poderíamos ver um cenário de maior dificuldade de escoamento do petróleo dos produtores das regiões vizinhas e num pior cenário, caso o guerra venha a se alastrar na região. Estamos ainda no início desse triste evento, e os impactos para o preço do petróleo tendem, no curto prazo, a ser positivos para o setor”, afirma.

Lemos alerta sobre a importância de se atentar à companhia, de forma específica, caso haja um estresse maior do petróleo para a questão da preço de paridade de importação (PPI). “O Jean Paul Prates já sinalizou estar acompanhando a evolução/volatilidade do preço para futuros ajustes acima de US$ 100. Ou seja, temos a partir desse ponto uma região importante para a Petrobras devido ao deságio, caso não faça o repasse no preço”, explica.

Mais cedo, nesta segunda-feira (9), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que o conflito no Oriente Médio vai trazer mais volatilidade ao preço do petróleo, e que a nova estratégia comercial da companhia vai ajudar a mitigar uma eventual disparada no valor dos derivados, principalmente do diesel, que já vinha pressionado.

“Provavelmente vamos ter mais volatilidade no preço, o que vai salientar de novo a utilidade da política de preços que a gente tem colocado em prática junto com o governo federal”, disse ele ao chegar em evento promovido pelo consulado da Noruega no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Prates destacou principalmente uma possível aceleração no preço do diesel, mas que ainda é preciso acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. “Não tem que fazer muito mais do que a gente está fazendo, tem que ir acompanhando os preços, principalmente do diesel, e ir se organizando”, explicou. “Isso não quer dizer que vamos fazer ajuste o tempo todo”, concluiu.

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Petrobras (PETR4) perde R$ 6,5 bilhões no Carf e avalia medidas

A Câmara Superior do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) decidiu que a Petrobras deve pagar uma cifra de R$ 6,5 bilhões em tributação de empresas controladas e coligadas no exterior.

julgamento da Petrobras estava empatado e foi resolvido por voto de qualidade – que voltou a existir após ser sancionado em 21 de setembro pelo presidente em exercício à época, Geraldo Alckmin (PSB).

A estatal disse ao Poder360 que ‘avalia medidas’ sobre a decisão do Carf.

Caso a Petrobras tome a decisão de recorrer nos tribunais, o dinheiro não será imediatamente remetido aos cofres públicos – o que frustra os planos do Ministério da Fazenda, que está em uma encruzilhada para diminuir o déficit fiscal deste e do próximo ano.

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Giovanni Porfírio Jacomino

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