Após Petrobras (PETR4) anunciar redução de preços, Genial recomenda venda das ações. Veja por quê

Após a Petrobras (PETR4) anunciar, nesta sexta-feira (30), uma nova redução do preço da gasolina, a Genial Investimentos manteve a recomendação de venda das ações da estatal, devido ao risco político e as incertezas sobre os preços praticados nos combustíveis. Hoje, as ações da empresa despencaram no Ibovespa.

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“Pela nossa análise, os preços da gasolina já estavam 9% abaixo da paridade – ou seja, não havia espaço para novo corte no preço do combustível. Esse novo corte indica que a companhia estaria começando a subsidiar o preço do combustível – prática que já trouxe fortes prejuízos à empresa no passado”, afirma a equipe da Genial em relatório.

Segundo a casa, o grande receio é de que os preços se afastem da paridade e que fatores subjetivos sejam usados como justificativas. Atualmente, uma faixa de variação normal seria a média de 5%, para mais ou menos, do Preço de Paridade de Importação (PPI). “Embora o PPI também não possuísse uma fórmula, continha uma lógica mais compreensível. Enfatizamos que o problema dessa nova estratégia é a falta de clareza na definição dos preços dos combustíveis”, dizem os analistas da Genial.

Cotação PETR4

Gráfico gerado em: 30/06/2023
1 Ano

Na esteira desses acontecimentos, hoje os papéis preferenciais da Petrobras caíram 5.39%, cotados a R$ 29,50. Já as ações ordinárias (PETR3) registraram queda de 5.82%, fixadas em R$ 33,15. A Genial fixou R$ 25 como preço-alvo das ações.

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Petrobras reduz preço da gasolina

O preço médio da gasolina praticado pela Petrobras passará a ser de R$ 2,52 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

A medida entra em vigor neste sábado, 1º de julho, e acontece na mesma semana em que ocorreu a retomada da cobrança integral dos impostos federais sobre a gasolina, que acrescentou R$ 0,34 ao litro do combustível.

Uma precificação meio termo seria o melhor caminho, diz a Genial

Para a Genial, a Petrobras deveria ser uma empresa precificada pelo mercado no meio termo entre empresas privadas e empresas russas, com um boa governança, razoável independência e transparência.

“Entretanto, no momento, com todas essas decisões do governo interferindo nas políticas da Petrobras de forma mais ativa, vemos a Petrobras negociando a níveis muito próximos à média das empresas russas, com um múltiplo EV/EBITDA de 2,2x 23E, muito descontado para o que a empresa vem apresentando de resultados, mas ainda assim, sem muitos gatilhos de curto prazo para uma eventual reavaliação”, afirmam os analistas.

A nova estratégia de preços da Petrobras

O sistema anterior levava em conta os preços do petróleo no mercado internacional, enquanto o novo modelo vai levar em consideração também o mercado interno.

Com a mudança na política de preços dos combustíveis, a Petrobras (PETR4) acredita que terá mais flexibilidade para praticar preços competitivos.

A estratégia usa referências de mercado como:

  • custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação;
  • custo marginal

A estatal explica que o custo alternativo do cliente contempla as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos.

O valor marginal para a Petrobras, por sua vez, é baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia dentre elas, produção, importação e exportação do referido produto e dos petróleos utilizados no refino.

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Vinícius Alves

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