Payroll: EUA criam 263 mil empregos em novembro; taxa de desemprego fica em 3,7%

A economia dos Estados Unidos gerou 263 mil empregos em novembro, informou nesta sexta-feira, 2, o Departamento do Trabalho, segundo dados do payroll. O resultado veio acima da mediana das expectativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de 200 mil. Já a taxa de desemprego veio em linha com o esperado, mantendo-se em 3,7%.

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O salário médio por hora teve crescimento de 0,55% em novembro, na comparação com outubro, e de 5,09% na comparação anual. Os dois números superaram as previsões dos analistas, de altas de 0,3% e 4,6%, respectivamente, mostram os indicadores do payroll.

A taxa de participação da força de trabalho recuou, indica o payroll, de 62,2% em outubro a 62,1% em novembro.

O Departamento do Trabalho ainda revisou a criação de empregos em meses anteriores. Em setembro, o número foi revisado de 315 mil a 269 mil vagas geradas, enquanto em outubro ele mudou de 261 mil a 284 mil.

O órgão nota em seu comunicado que, com isso, aponta o relatório do payroll, a criação líquida de empregos nos dois meses anteriores foi 23 mil menor do que o antes reportado.

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Payroll: mercado de trabalho X inflação

Carlos Vaz, CEO e fundador da Conti Capital, analisa: “O mercado de trabalho americano tem sido um dos principais geradores de inflação no país, segundo o Federal Reserve, e ainda se apresenta forte e resiliente, com um volume de criação de vagas acima do que era esperado, algo que pode refletir negativamente no mercado, causando ainda mais volatilidade e incerteza.”

E por que esse dado provoca essa reação? Conti explica: “Precisamos de um desaquecimento neste segmento para controlar o aumento generalizado de preços de bens e serviços. Em relação a taxa de desemprego, o mercado esperava que ela permanecesse estável, em 3,7%, de modo que seja suficiente para conter a inflação sem derrubar a economia, objetivo principal do Fed.”

Conti conclui sobre os dados do payroll: “Apesar deste número surpreendente de novas posições de trabalho apresentadas hoje, acho que podemos esperar por um aumento menos agressivo, de 50bps, neste fim de ano, mas com o ciclo de manutenção dos juros mantido. No mais, eu ainda acredito que os EUA poderão entrar em recessão, mas, apesar do susto inicial que isso causa, essa situação de contração no ciclo econômico não será duradoura e deverá ser atravessada sem grandes prejuízos, especialmente por alguns mercados contra cíclicos, e considerando algo que pode parecer irônico, mas é bastante relevante, que é justamente a força e resiliência do mercado de trabalho e economia local.”

Com Estadão Conteúdo

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Redação Suno Notícias

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