Mil novas vítimas do ‘Golpe do pastor’ se apresentam; valor prometido chegava a R$ 3,5 quintilhões

Pelo menos mil novas pessoas vieram a público dizer que foram vítimas de Osório Lopes Júnior, autoproclamado “Pastor Osório”, desde que foi ao ar reportagem do Fantástico, da TV Globo, sobre os supostos golpes financeiros aplicados por eles e comparsas. Segundo o programa, pelo menos outras dez pessoas são investigadas pelo Ministério Público (MP) de São Paulo, suspeitas de aplicarem golpes parecidos.

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Na última semana, o canal do Pastor Osório no YouTube, meio pelo qual as pessoas eram convencidas a depositar dinheiro na costa do suposto líder religioso, foi retirado do ar a pedido da Promotoria.

Segundo o MP, o canal, com mais de 100 mil seguidores, era utilizado como “instrumento do crime” e precisava ser bloqueado para evitar novas “vítimas”.

Novas denúncias mostram que os retornos prometidos chegavam a cifras irreais de R$ 3,5 quintilhões, para um investimento de R$ 200. O valor do retorno – uma porcentagem com 16 zeros -, entretanto, supera em 8,3 mil vezes o PIB mundial de 2021, de US$ 87 trilhões.

Apesar das promessas repetidas, usando termos ilusórios como “pulsação científica de Marte”, “reset da Economia”, operacionalidade quântica” e “títulos do Tesouro Mundial”, os valores nunca chegaram a ser depositados nas contas das vítimas.

Conforme frisado pelos especialistas da Suno, ganhos irreais e promessas de valores muito altos com baixos investimentos são um dos principais indícios de que trata-se de um golpe financeiro ou pirâmide.

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Antes de aplicar golpes em São Paulo, onde grava vídeos de um condomínio de luxo, Osório chegou a ser preso em Goiás, acusado da mesma falcatrua. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o pastor conseguiu arrecadar cerca de R$ 15 milhões por meio de estelionato no Estado.

Osório foi preso e ficou 30 dias na cadeia, mas responde ao processo em liberdade. Apesar do rótulo de líder religioso, Osório não possui vínculo com nenhuma igreja.

Marco Antônio Maia, delegado da Polícia Civil de Goianésia, afirmou que o pastor andava sempre com uma série de seguranças e fazia viagens de helicóptero. Além disso, tinha relações estreitas com políticos e figuras públicas influentes.

A fim de conter as denúncias, Osório passou a condicionar as devoluções do dinheiro a uma ‘benção especial’. Segundo ele, somente ‘quem ficasse calado e esperasse pacientemente’ receberia o dinheiro. A estratégia do “pastor” foi adotada após uma série de credores o cobrarem sobre cheques e notas promissórias.

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Pedro Caramuru

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