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Méliuz (CASH3) acelera 31,03% no Ibovespa; BTG vê valorização bem elevada

Méliuz (CASH3) acelera 31,03% no Ibovespa; BTG vê valorização bem elevada
Méliuz (CASH3). Foto: Reprodução balanço 3T21

O BTG Pactual (BPAC11) reiterou sua recomendação de compra para os papéis da Méliuz (CASH3) em relatório publicado nesta sexta (3). O banco definiu preço-alvo de R$ 6 para as ações, que representa um potencial de valorização de 129%.

A tese de investimento do BTG se apoia na maior capitalização da empresa, que se beneficiou de fusões e aquisições, alcançando hoje um patamar muito superior ao visto na véspera de seu IPO (oferta pública de ações), que aconteceu no final de 2020.

Os investidores também se animaram com a empresa de cashback: as ações da Méliuz dispararam 31.03% no fechamento, para R$ 3,42, liderando os ganhos do Ibovespa hoje.

A principal razão para a alta do Méliuz é a divulgação feita pela companhia na noite de quinta. Foi publicado o resultado preliminar da empresa obtido no período de Black Friday, que se estendeu durante todo o mês de novembro.

Segundo o comunicado, a companhia registrou um GMV (volume bruto de mercadoria) recorde de R$ 923 milhões. O número é 87% maior que o visto no mesmo período em 2020, quando obteve R$ 495 milhões.

BTG considera upside modesto para o 4T21 do Méliuz

Isso fez os analistas do BTG considerarem a possibilidade de upside em suas estimativas para o GMV do 4° trimestre, embora acreditem que não deve ir muito além do que seus modelos apontam. A expectativa do banco é por um valor de R$ 1,5 bilhão no 4T21.

“Supondo que nossas estimativas do quarto trimestre estejam corretas, o crescimento do GMV implícito para outubro e dezembro seria de 18% aa, o que parece baixo considerando o forte histórico“, diz o relatório.

O banco conclui sua análise relembrando a trajetória de alta excepcional do Méliuz em 2021, quando chegou a subir cerca de 300% no acumulado anual, mas reduziu esses ganhos para apenas 4%. “Isso ocorreu em parte devido à falta de ímpeto, resultando em um valor de mercado atual de R $ 2,1 bilhões. Porém, este ano a empresa se tornou muito mais capitalizada (após seu follow-on), puxou o gatilho em várias fusões e aquisições e certamente é mais ‘poderosa’ do que durante o IPO”, explica o BTG.

Mas nem todos estão otimistas com a empresa. O Bradesco BBI cortou bruscamente o preço-alvo do Méliuz, de R$ 15 para R$ 3,90. A decisão considera que 2022 será um ano volátil para o setor de tecnologia, pressionados pelas taxas de juros mais altas e pela atividade econômica mais fraca.

Bruno Galvão

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