Itaú BBA piora projeção para o Ibovespa em 2021

Itaú BBA piora projeção para o Ibovespa em 2021
Com redução das chuvas, crise hídrica, inflação e tensão macroeconômica, analistas reduzem expectativas para o cenário do Ibovespa em 2021 - Foto: Agência Brasil

Em nova análise divulgada sobre o Ibovespa, o Itaú BBA revisou a projeção do índice em 2021 para 120 mil pontos, rebaixando a última análise feita. O argumento dos analistas do banco foi a deterioração do cenário macroeconômico, que ocasionou um corte de 32 mil pontos em relação à última análise.

O Itaú BBA também frisa que essa redução na projeção do Ibovespa (de 21%) foi motivada pela perspectiva de lucros menores das empresas que compõem o índice atualmente.

Com inflação em escalada, Selic em viés de alta e crise hídrica no radar, os analistas se mostraram menos otimistas com o cenário de bolsa.

O cenário hídrico desafiador deve pressionar as tarifas de energia, em razão do despacho térmico muito alto. No entanto, não esperamos racionamento de energia neste ano”, diz o relatório assinado por Marcelo Sá (CNPI) e Matheus Marques (CNPI).

O panorama atual, que penaliza uma parte expressiva da cadeia produtiva, deve ter novos capítulos somente em novembro, quando chega a nova temporada de chuvas. Apesar disso, os analistas não projetam um cenário tão crítico quanto o especulado.

Segundo os analistas, o Ibovespa teve bom desempenho no 1S21, impulsionado por fortes revisões para cima das expectativas do PIB para 2021 e maiores expectativas de lucros para as empresas listadas - Foto: Divulgação/Itaú BBA
Segundo os analistas, o Ibovespa teve bom desempenho no 1S21, impulsionado por fortes revisões para cima das expectativas do PIB para 2021 e maiores expectativas de lucros para as empresas listadas – Foto: Divulgação/Itaú BBA

“Vemos as chances de um racionamento de energia como muito baixo e provável apenas se as chuvas continuarem significativamente abaixo da média de longo prazo“, afirmam.

Apesar desse corte, a projeção ainda enxerga uma valorização de cerca de 5 mil pontos em relação aos patamares atuais do Ibovespa, que oscila perto dos 115 mil pontos. Mas reduz fortemente as expectativas passadas do banco (e também de outras casas) de novas máximas históricas.

Ainda em junho, o índice bateu 130.776 pontos, seu recorde histórico de fechamento, precedido por um nível de 131.190 pontos no intradia.

O que comprar e o que vender no Ibovespa

Com a nova mudanças nas projeções, os analistas também revisaram suas análises de portfólio, citando novas ações em caráter outperform e descartando alguns ativos da carteira.

No lado negativo, o banco exclui Bradesco (BBDC4), Magazine Luiza (MGLU3) e Méliuz (CASH3) – e passa a incluir Energisa (ENGI4), Eneva (ENEV3) e WEG (WEGE3).

Na sua buy list, além das três estreantes, o Itaú BBA mantém:

“A inclusão da WEG é baseada em seu histórico impecável de resultados sólidos e altos retornos impulsionados por uma clara estratégia de longo prazo, além de um balanço saudável que permite à empresa buscar crescimento orgânico e inorgânico”, destacam os analistas sobre a nova inclusão.

“Os resultados do 2T21 suportam nossa visão, com crescimento anual top to bottom, mesmo com pouco ou nenhum impacto da pandemia em no mesmo período de 2020. Olhando para o futuro, destacamos o desempenho da empresa no exterior, com ganhos potenciais de participação de mercado nos EUA, Europa e Ásia no longo prazo”, seguem.

Além disso, recomendam que os investidores monitorarem a carteira de pedidos de ciclo curto e longo e o impacto de mudanças regulatórias no negócio de geração solar distribuída, além dos movimentos de aquisições.

Destaques do 2T21 - Foto: Divulgação/Itaú BBA
Destaques do 2T21 – Foto: Divulgação/Itaú BBA

Desde o início do ano, os papéis da companhia já subiram 4,5% no Ibovespa, que caiu 2,5% desde o início do ano, por sua vez.

Eduardo Vargas

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