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Instituto cobra lista de acionistas a IRB Brasil (IRBR3) para ressarcimento

Instituto cobra lista de acionistas a IRB Brasil (IRBR3) para ressarcimento
IRB Brasil (IRBR3). Foto: Divulgação.

O IRB Brasil (IRBR3) tem até esta quinta-feira (17) para entregar sua lista de acionistas ao Instituto Ibero-Americano da Empresa (IE), por determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O primeiro pedido do IE foi realizado em julho de 2020, pois o instituto buscava implementar um processo arbitral contra o IRB Brasil, em função do prejuízo causado aos investidores com a queda nas ações.

Entre 1º de janeiro de 2020 e 1º de julho de 2020, os papéis da empresa caíram 73%. O IE busca ressarcimento para cerca de 400 acionistas.

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Desde o ano passado, a companhia demitiu executivos investigados por fraude contábil, além de ter corrigido balanços.

Mesmo assim, a empresa se recusa a entregar a lista, justificando que o instituto possui objetivos puramente comerciais, pois teria acesso aos dados de investidores que potencialmente gostariam de ser representados no processo contra o IRB.

Em agosto de 2020, o colegiado da CVM determinou que o documento fosse entregue pelo IRB. Contudo, segundo o jornal Valor Econômico, o entendimento do ressegurador é de que os comentários da autarquia para a determinação abriram margem para que a empresa não se sentisse obrigada a entregar o documento.

O tema foi analisado pelo colegiado da CVM por duas vezes, após o ressegurador recorrer da decisão. A autarquia, entretanto, não reviu a determinação, ressaltando a importância de o colegiado continuar com a interpretação restritiva das ocasiões em que é possível solicitar uma reconsideração.

Para a CVM, isso é importante “de forma a mitigar o risco que um possível alargamento traria para o andamento eficiente e ordeiro dos processos administrativos em trâmite na autarquia”. A CVM entendeu que os indícios apresentados pelo IRB, de interesse comercial do IE, não foram suficientes.

IRB Brasil lucra R$ 80,5 milhões no primeiro trimestre

O IRB teve um lucro líquido recorrente de R$ 80,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 7,04% sobre o reportado no mesmo período de 2020. O resultado ficou em linha com o consenso do mercado.

Se considerados os itens não recorrentes, o lucro contábil ficou em R$ 50,8 milhões, avanço de 44,9% sobre os três primeiros meses de 2020. O ressegurador atribuiu o balanço positivo à melhora do índice de sinistralidade, que caiu 4,4 pontos percentuais no primeiro trimestre, saindo de 76,5% em março do ano passado para 72,1%.

“Mantivemos a revisão do nosso portfólio e nossos objetivos estratégicos. Nesse contexto, privilegiamos os negócios locais em detrimento aos do exterior, aonde fomos mais seletivos e restritivos”, disse o CEO Wilson Toneto.

No fim de março, o IRB Brasil estava com um excesso de capital regulatório de R$ 1,4 bilhão, o que equivale a um índice de solvência regulatória de 181%, medida pela relação entre o patrimônio líquido ajustado e o capital de risco.

Jader Lazarini

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