Ibovespa sobe 1,71% com trégua no Oriente Médio e volta aos 171 mil pontos
O Ibovespa fechou em forte alta nesta quinta-feira (11), impulsionado pela melhora do humor dos investidores após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que houve um acordo preliminar com o Irã e outros países do Oriente Médio para encerrar o conflito na região.
O principal índice da B3 avançou 1,71%, aos 171.497,24 pontos, próximo da máxima do dia, de 171.926,72 pontos. Na mínima, o indicador chegou a 168.280,39 pontos. O volume financeiro somou R$ 30,39 bilhões.
A sinalização de uma possível solução diplomática para a crise devolveu o apetite por risco aos mercados globais e favoreceu ativos de países emergentes, incluindo o Brasil.
Segundo Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos, a notícia trouxe um alívio importante para os investidores. “É uma notícia que traz sinal de que os canais diplomáticos continuam ativos, apesar da escalada militar”, afirmou.
Apesar da reação positiva, o especialista ressalta que ainda faltam detalhes sobre o acordo, o que limita movimentos mais fortes de valorização no curto prazo.
Ibovespa reage ao alívio geopolítico
A expectativa de redução das tensões no Oriente Médio também contribuiu para a queda dos preços do petróleo, diminuindo parte das preocupações relacionadas à inflação global e aos juros internacionais.
Ainda assim, outros fatores seguem no radar dos investidores, como o fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes e a trajetória dos juros nos Estados Unidos.
Boragini destaca que uma recuperação mais consistente da bolsa brasileira depende do retorno dos investidores estrangeiros.
“Quando houver mais certeza sobre o fim das hostilidades entre Estados Unidos e Irã e forem concluídas algumas grandes ofertas de ações no mercado internacional, o fluxo para países emergentes pode voltar a ganhar força”, avaliou.
Cotação do dólar hoje
- Dólar comercial: queda frente ao real
- Mercado reagiu ao aumento do apetite por risco global
- Alívio geopolítico reduziu a busca por proteção na moeda americana
Fechamento das bolsas americanas
- Dow Jones: alta
- S&P 500: alta
- Nasdaq: alta
Os índices de Wall Street também foram beneficiados pelo cenário mais favorável ao risco, ampliando os ganhos observados ao longo da sessão.
Maiores altas e baixas do Ibovespa
Maiores altas
- CSN (CSNA3)
- Usiminas (USIM5)
- Vale (VALE3)
- Gerdau (GGBR4)
Maiores baixas
- Petrobras (PETR4)
- Petrobras (PETR3)
- Magazine Luiza (MGLU3)
- Marcopolo (POMO4)
- WEG (WEGE3)
As siderúrgicas e mineradoras lideraram os ganhos do índice, beneficiadas pela recuperação do apetite por risco e pelo avanço das commodities metálicas.
Já a Petrobras ficou entre as poucas blue chips no campo negativo, mesmo com a melhora do sentimento global.
Para Eduardo Carlier, codiretor da Azimut Brasil Wealth Management, a bolsa brasileira ainda enfrenta desafios importantes para retomar o desempenho observado nos primeiros meses do ano.
Segundo ele, fatores como a redução do fluxo estrangeiro, a ausência de expectativas para novos cortes da Selic e o cenário político continuam limitando uma recuperação mais forte dos ativos locais.
Mesmo assim, a redução das tensões no Oriente Médio e a queda dos preços do petróleo ajudam a afastar cenários mais pessimistas para a economia global, o que contribuiu para o avanço do Ibovespa nesta sessão.
Com Estadão Conteúdo