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Ibovespa está na lanterna das bolsas de valores do mundo em 2021; veja aqui

Ibovespa está na lanterna das bolsas de valores do mundo em 2021; veja aqui
Ibovespa. Foto: Pixabay

O Ibovespa teve o segundo pior desempenho no mundo em 2021, quando comparado com 78 bolsas de valores. Pior que o principal índice de ações da bolsa brasileira, a B3 (B3SA3), somente o índice IBC, da Venezuela. Os dados são da agência de classificação de risco Austin Rating, solicitados pelo G1.

As três piores posições do ranking são do IBC (-99,52%), da Vanezuela, seguido pelo Ibovespa (-14,41%), e depois o HSI (-13,79%), de Hong Kong.

O levantamento compara a variação de 79 índices acionários internacionais, em bolsas de 78 países. O período avaliado foi de dezembro de 2020 até o fechamento de novembro. Desses 79 índices analisados, somente 9 deles acumulam perdas no ano.

A média geral das bolsas de valores no período foi de 19,6% de crescimento, o que coloca o Ibovespa na contramão da tendência internacional.

Na ponta ganhadora, a primeira posição é do Zimbábue e sua bolsa ALSZI, que avançou 305,70%. Na sequência vêm os índices da Mongólia (104,09%) e do Sri Lanka (68,88%). Porém, o autor do levantamento, o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, pondera que a economia desses países é menor, com mercados de ações com pouco volume de negociação.

Já em relação ao Brasil, o especialista afirma que o Ibovespa está longe da curva mundial por problemas domésticos. “E o principal ponto é a perda de confiança no futuro da economia, com os investidores preocupados com o ambiente fiscal”, afirma Agostini ao G1.

Já os índices americanos, que são referências globais, estão mais próximos das médias mundiais. O Dow Jones acumulou alta de 12,67% até novembro e o índice de tecnologia Nasdaq avançou 20,56% no período.

Veja o TOP 20 de quedas do ranking

RankingBolsaPaís

Var.%
Moeda Local

IBCVenezuela-99,52%
IBOVESPABrasil-14,41%
HSIHong Kong-13,79%
MSEMalta-9,06%
KLCIMalásia-6,96%
NZX ALLNova Zelândia-4,94%
FTSEColômbia-3,77%
S&P/BVLPeru-1,95%
KOSPICoreia do Sul-1,20%
10ºNIKKEI 225Japão1,38%
11ºKMIASPaquistão1,62%
12ºDSEITanzânia1,63%
13ºMONEXMontenegro2,28%
14ºTUNINDEXTunísia2,30%
15ºFTSE PHSFilipinas2,55%
16ºCSI 300China2,61%
17ºIBEX 35Espanha2,87%
18ºEGX 30Egito5,07%
19ºFTSECingapura6,57%
20ºS&P CLX IPSAChile7,34%

Brasil na lanterna do PIB

Não é só o Ibovespa que amarga nas piores posições de rankings globais. O Brasil também está na lanterna de indicadores macroecômicos – o que não deixa de estar relacionado com o desempenho do índice de ações.

A queda de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no terceiro trimestre de 2021, comparado ao segundo trimestre, levou o País para a 26ª posição no ranking de 33 países da Austin Rating.

O PIB do Brasil ficou bem atrás do que o de outros países sul-americanos com forte crescimento, como a Colômbia (5,7%), o Chile (4,9%) e o Peru (3,6%). Os Estados Unidos aparecem na décima posição, com crescimento de 2,1%. Já a China está apenas na 21ª posição, com avanço de 0,8%.

Leia mais aqui:

Cotação do Ibovespa hoje (03)

Às 17h20 desta sexta o Ibovespa operava em estabilidade, com leve alta de 0,19%, aos 104.692 pontos.

O índice recupera parte das perdas depois de encostar nos 100 mil pontos nesta semana, com o mercado recuando em massa frente aos temores com a variante Ômicron e as incertezas sobre o cenário fiscal.

Em novembro, o Ibovespa fechou com queda de 0,87% no mês, fechando o quinto mês consecutivo de perdas.

Monique Lima

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