Ibovespa: confira as 5 maiores quedas de julho; Lojas Americanas (LAME4) cai 67,15%

Ibovespa: confira as 5 maiores quedas de julho; Lojas Americanas (LAME4) cai 67,15%
Ibovespa. Foto: Pixabay

O Ibovespa teve um mês difícil em julho, acumulando queda de 3,94% no período. Preocupação com o avanço da variante Delta no mundo, restrições comerciais do governo chinês às empresas de tecnologia e educação, cenário político interno e balanços trimestrais foram os principais assuntos que movimentaram o Ibovespa no período.

As bolsas de valores internacionais também afetaram o principal índice da bolsa de valores brasileira em muitos momentos também. Mas em relação ao desempenho das empresas, os assuntos internos predominaram.

O SUNO Notícias salienta que essa matéria não é uma recomendação de investimento. Dito isso, confira as cinco ações do Ibovespa que desvalorizaram no mês de julho.

Veja as ações do Ibovespa que mais caíram no mês passado:

1º – Americanas lidera o ranking de ações mais desvalorizadas do Ibovespa

As Lojas Americanas (LAME4) lideram o ranking com uma desvalorização de 67,15% no mês de julho. A cotação do papel passou de R$21,58 no dia 30 de junho para R$ 7,09 em 30 de julho.

Alguns fatores afetam o desempenho da empresa. Com o aumento dos casos de Covid em países com a vacinação mais acelerada, uma maior aversão ao risco pode ser sentida no mercado ao olhar para as varejistas.

Além disso, os investidores ainda não absorveram as mudanças após a fusão da Americanas com a B2W (BTOW3), criando uma possível arbitragem entre os dois papéis (LAME e AMER), de acordo com a XP. Analistas da corretora estimam um desconto em torno de 28% para essas ações.

2º Via

Os temores com a variante Delta colocaram os investidores de volta em ponto de cautela. Logo, ações que se destacam com a recuperação econômica viram seus números caírem. A Via (VVAR3) é um desses casos.

No mais, o IPCA-15 de julho veio acima do esperado, 0,72% no mês contra 0,64% esperado por especialistas. Com isso, a perda de valor da moeda que afeta o consumo pelas pessoas também impacta na empresa.

No dia 30 de julho, os papéis da da Via no Ibovespa eram negociados a R$ 15,79 e no dia 30 de junho estavam cotados a R$ 12,59. Em um mês houve queda de 20,27%.

3º Pão de Açúcar

A desvalorização das ações do GPA (PCAR3) foi de 19,74% em julho. A ação começou o mês em R$ 38,66 e terminou em R$ 31,03.

Junto aos fatores conjunturais do Ibovespa e da inflação, o balanço trimestral da empresa no segundo trimestre impactou fortemente seu desempenho em julho.

O lucro da empresa caiu 95,4% entre abril, maio e junho, de modo que a margem líquida ficou zerada. O GPA alegou que as restrições para conter o avanço da segunda onda de Covid no período afetou as vendas, além dos números fortes do 2T20, quando as pessoas estavam estocando comida no começo da pandemia.

No dia seguinte à divulgação do relatório, os papéis da empresa chegaram a cair 6%.

4º CVC Brasil

O cenário externo de temor com a variante Delta é particularmente desafiador para as empresas que se beneficiam fortemente com o fim da pandemia, como a CVC (CVCB3). Nos dias em que o pessimismo global imperou, os papéis da empresa tiveram forte queda, entre 4% e 5%.

Dos 22 dias em que houve pregão no Ibovespa, a companhia fechou em alta em apenas 6 deles. Com isso, no final de junho os papéis CVCB3 eram negociados a R$ 27,72 e no final de julho estavam em R$ 22,30.

5º Cogna

Assim como nos casos anteriores, a Cogna (COGN3) acabou prejudicada com a onda de aversão ao risco e pessimismo global. Para piorar, os analistas do Morgan Stanley vendo um ponto de inflexão para o setor de educação em geral fizeram uma avaliação sobre as companhias de capital aberto.

Devido ao momento de lucros fracos, endividamento alto e reestruturação complexa no segmento presencial, o banco indicou exposição abaixo da média aos papéis da empresa e reduziu seu preço-alvo de R$ 6 para R$ 4,50.

No dia 30 de junho, as ações no Ibovespa eram negociadas a R$ 4,33, já no dia 30 de julho os ativos estavam cotados a R$ 3,64.

Investir em ações do Ibovespa

Antes de qualquer investimento em ações é importante ressaltar que quitar as dívidas deve sempre ser a prioridade. Os analistas da SUNO Research sempre salientam que é necessário antes poupar dinheiro para depois investir no Ibovespa, e nunca se endividar para investir ou investir endividado.

Monique Lima

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