Ibovespa dispara 1% e engata 9ª alta seguida com Petrobras (PETR4)
O Ibovespa encerrou agosto com fôlego e emendou o nono pregão consecutivo de alta nesta segunda-feira (31). O principal índice da B3 avançou 1,00%, aos 177.418,78 pontos, impulsionado principalmente pela disparada da Petrobras (PETR3; PETR4), pelos bancos e pelo cenário eleitoral doméstico.
O índice chegou à máxima de 178.585,94 pontos durante o pregão, mas perdeu parte do avanço antes do fechamento. Mesmo com a sequência positiva, o Ibovespa terminou agosto com queda de 0,32%, após recuperar boa parte das perdas que chegaram perto de 7% na primeira metade do mês.
A alta do petróleo foi um dos principais motores da sessão. O Brent voltou a superar os US$ 90 diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e dos temores de novas restrições à oferta global.
Rebecca Nossig, estrategista de ações na Nomad, destaca que a valorização da commodity favoreceu diretamente as ações da Petrobras e ajudou o mercado brasileiro a se descolar do desempenho negativo de Wall Street.
“Esse cenário de alta do barril beneficiou o desempenho das ações da Petrobras, que, junto aos grandes bancos e varejistas, ajudou a puxar o índice para cima e dá fôlego para o Ibovespa tentar zerar as perdas acumuladas no mês”, afirma.
Cotação do dólar hoje
- Dólar à vista: queda de 0,32%, a R$ 5,1801.
Apesar do recuo desta segunda-feira, a moeda norte-americana acumulou valorização de 2,16% em agosto frente ao real.
Segundo Rebecca, o movimento ocorreu em um pregão no qual os investidores também monitoraram as incertezas sobre a política monetária do Federal Reserve e o aumento das tensões geopolíticas.
Petrobras (PETR4) dispara e bancos ajudam o Ibovespa
A Petrobras (PETR3; PETR4) liderou o impulso entre os pesos-pesados da bolsa com a disparada do petróleo. PETR3 subiu 4,23%, a R$ 40,29, enquanto PETR4 avançou 3,38%, a R$ 45,02.
Os bancos também tiveram uma sessão positiva. O Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 2,83%, enquanto o Índice Financeiro (IFNC) avançou 1,24%.
Na contramão, a Vale (VALE3) caiu 0,42%, a R$ 78,58, limitando parte dos ganhos do índice.
O cenário eleitoral também entrou nas contas dos investidores. Pesquisas recentes mostraram uma disputa apertada entre os principais candidatos em um eventual segundo turno, adicionando volatilidade à precificação dos ativos brasileiros.
Maiores altas e baixas do Ibovespa
Na ponta positiva, a MRV (MRVE3) disparou 6,17%, beneficiada pelo alívio dos juros futuros de médio e longo prazo. Petrobras (PETR3) veio logo atrás entre os destaques, com alta de 4,23%, enquanto PETR4 ganhou 3,38% e Banco do Brasil (BBAS3) avançou 2,83%.
Entre as perdas, a Embraer (EMBJ3) caiu 1,82%, pressionada pela valorização do real, enquanto a Vale (VALE3) recuou 0,42%.
Fechamento das bolsas americanas
Wall Street terminou a sessão no vermelho, em contraste com a forte valorização da bolsa brasileira. A disparada do petróleo reacendeu preocupações com a inflação, enquanto os investidores continuaram avaliando os próximos passos do Federal Reserve.
- Dow Jones: -0,02%, aos 53.559,99 pontos;
- S&P 500: -0,25%, aos 7.711,76 pontos;
- Nasdaq: -0,52%, aos 26.402,42 pontos.
Rebecca Nossig avalia que o ambiente internacional foi marcado por maior aversão ao risco. “O recuo nas bolsas americanas e no dólar reflete, em grande parte, a preocupação dos investidores com a escalada das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã, além das incertezas sobre a condução da política monetária pelo Federal Reserve e a resiliência da inflação.”
Apesar da queda nesta segunda-feira, Wall Street encerrou agosto no positivo. No Brasil, o Ibovespa terminou o mês praticamente no zero a zero e chega a setembro embalado por nove altas consecutivas, mas ainda com o cenário eleitoral, o fluxo estrangeiro e a geopolítica entre os principais fatores de risco.
A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de sexta-feira (28), foi de 175.664,62 pontos, com alta de 0,30%.