SNFZ11: milho sobe quase 6% em agosto; o que a alta do grão tem a ver com o Fiagro

Os preços do milho seguem em alta no mercado brasileiro, mesmo com a segunda safra perto do fim e projeções de colheita recorde. A oferta segue contida, pois produtores evitam vender à vista e aguardam valores mais atrativos, enquanto compradores buscam recompor estoques no curto prazo.

Em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulou avanço de 5,82% em agosto até 27 de agosto, atingindo R$ 69,05 por saca. No dia 28, houve acréscimo de 0,67%, para R$ 69,51, o que levou a alta mensal a 6,53%.

Segundo o Cepea, a comercialização permanece mais lenta porque vendedores restringem as ofertas diante da valorização do cereal no exterior e da perspectiva de preços internos mais favoráveis. Parte dos compradores resiste aos pedidos, mas alguns aceitam patamares maiores para garantir lotes no curto prazo.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Há também consumidores recorrendo a estoques próprios para adiar novas aquisições. Assim, apesar do ingresso de mais produto da safrinha no mercado, as negociações seguem pontuais. O equilíbrio entre oferta e demanda continua dando suporte às cotações.

Alta do milho e efeitos para o fundo de terras agrícolas

O movimento de preços interessa ao SNFZ11 pela exposição do fundo a propriedades rurais em Mato Grosso, um dos maiores polos de grãos do país. Em julho, o Fiagro concluiu a compra das fazendas Panteão, Berrante e Guaraipós, elevando o portfólio para seis fazendas e três CRAs.

Com essas aquisições, a exposição do veículo em imóveis rurais alcançou R$ 306,8 milhões. Todas as áreas seguem arrendadas para a Jequitibá Agro, o que mantém a vacância física e financeira em zero. A relação com o milho, contudo, é um efeito indireto na tese do fundo, que prioriza a geração de renda por arrendamentos e a valorização das terras.

A elevação nos preços dos grãos pode fortalecer as condições econômicas dos produtores e aumentar a atratividade de áreas produtivas. As novas propriedades também têm potencial de irrigação e parte das áreas deve receber sistemas de pivô central, investimento que tende a elevar a produtividade e reduzir a exposição a riscos climáticos.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Fundo atua em região estratégica do milho safrinha

O fundo detém fazendas em Gaúcha do Norte (MT), território reconhecido pela integração soja–milho safrinha. Esse arranjo operacional melhora a eficiência no uso da terra e permite geração de renda ao longo de todo o ano, ponto central para a estratégia do veículo e para a resiliência de caixa em diferentes ciclos climáticos.

A safra histórica de soja no Brasil, ajustada para 181,8 milhões de toneladas, reforça as bases para a sucessão entre culturas. A combinação de valorização fundiária e renda agrícola recorrente é um pilar do fundo, que busca capturar ganhos de produtividade e escala em um polo relevante do agronegócio.

Últimos resultados do Fiagro
O fundo encerrou julho com resultado de R$ 1,59 milhão, ou R$ 0,131 por cota, e manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 13,69%. A gestora também manteve o guidance de distribuição entre R$ 0,095 e R$ 0,105 por cota para o trimestre seguinte.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Ebook-Fundos-Imobiliarios-Desktop.webp

Redação Suno Notícias

Compartilhe sua opinião