Mercado

Ibovespa cai pela 4ª sessão seguida; Natura (NTCO3) desaba 15,5% com suposto ‘vazamento do 1T22’

PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS (ELET6;ELET3) SOB PERIGO | Netflix (NFLX34) perde US$ 50 bi | VALE3 tomba

Fechamento do Dia Ibovespa emenda quarta perda, em baixa de 0,62%, a 114,3 mil pontos Em sessão pré-feriado, o índice Bovespa não conseguiu acompanhar a maioria dos mercados internacionais que fecharam em alta
Victória Anhesini
por Victória Anhesini

Ibovespa fechou a quarta-feira (20) em baixa de 0,62%, aos 114.343,78 pontos, menor menor nível desde 17 de março (113.076,33). O índice oscilou entre mínima de 113.945,48 e máxima de 115.056,66 pontos, da abertura, com giro financeiro a R$ 30,4 bilhões nesta véspera de feriado de Tiradentes, quando não haverá negócios na B3. Na semana, o Ibovespa cede 1,58% e, no mês, 4,71% – no acumulado do ano, limita o ganho a 9,08%.

Em dia de desempenho misto em Nova York, com o Nasdaq (-1,22%) refletindo dúvidas do mercado sobre o modelo de negócios da Netflix após a primeira retração em 10 anos no número de assinantes do serviço, e a indicação de que o volume de contas continuará em queda no segundo trimestre, o Ibovespa estendeu a série negativa pela quarta sessão.

No quadro mais amplo, em meio a preocupações quanto à desaceleração do crescimento chinês ante as iniciativas de lockdown para neutralizar a covid-19, e sinais de endurecimento das políticas monetárias nos Estados Unidos e na Europa para conter a inflação disseminada, os preços das commodities ainda buscam equilíbrio, com o petróleo mostrando alguma acomodação após recente sequência de recuperação.

Aqui, a temporada de balanços das empresas locais começa também a ir para os preços dos ativos, com forte reação negativa dos investidores aos números divulgados por Usiminas, enquanto Vale, também no negativo na sessão, refletiu decepção com os dados sobre produção e vendas divulgados na noite de terça. “Os dados da Vale vieram um pouco abaixo, mas não mudam a perspectiva para a empresa”, diz Naio Ino, gestor de renda variável da Western Asset. No ano, Vale (VALE3) acumula ganho de 13,76%

“O fluxo estrangeiro para as ações na B3 tem se mostrado mais errático, o que em parte reflete uma realização de lucros, lembrando que o movimento começou ainda em novembro e se estendeu a março, uma série longa. Natural uma pausa após o estrangeiro ter se mantido tanto tempo na compra, dia a dia”, acrescenta Naio.

“Talvez seja cedo para dizer que (o fluxo) acabou, mas, em comparação aos três primeiros meses do ano, a tendência já não é tão clara. Há dias em que o estrangeiro compra, e depois sequências de venda”, observa o gestor, destacando que a inflação global e o ritmo de ajuste das políticas monetárias para contê-la permanecem como pontos focais de dúvida entre os investidores.

Bolsas de Nova York

Os mercados acionários de Nova York não tiveram sinal único, nesta quarta-feira. Com balanços em foco, o papel da Netflix teve queda de 35,12%, após a empresa informar, depois do fechamento de terça, sobre queda na receita e perda de assinantes. Por outro lado, outros resultados corporativos agradaram, enquanto investidores monitoraram declarações do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e a publicação do Livro Bege, que embasa as decisões de política monetária da instituição.

  • Dow Jones sobe 0,72% (35.160,99 pontos);
  • S&P 500 recua 0,06% (4.459,40 pontos);
  • Nasdaq perde 1,22% (13.453,07 pontos).

dólar à vista fecha em alta de 0,43%, a R$ 4,6682, depois de oscilar entre R$ 4,6408 e R$ 4,6857.

Os ativos do petróleo fecharam mistos, em uma sessão marcada pela volatilidade. Os contratos ganharam força após relatório do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos mostrar queda nos estoques da commodity. Em seguida, o óleo perdeu força, em meio a preocupações com a economia global, diante de comentários de dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O petróleo WTI para junho fechou em alta de 0,14% (US$ 0,14), a US$ 102,19 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho teve queda de 0,42% (US$ 0,45), a US$ 106,80 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O contrato mais líquido do ouro fechou em leve baixa nesta quarta-feira, 20, em um cenário no qual investidores seguem observando as perspectivas para aperto monetário, especialmente por parte do Federal Reserve. Dirigentes da autoridade se manifestaram nesta quarta no sentido de indicar a busca pela neutralidade nos juros no país. Por outro lado, na sessão atual, o dólar e os rendimentos dos Treasuries recuam, o que limita as perdas do ouro.

O ouro para junho encerrou a sessão com desvalorização de 0,17%, a US$ 1.955,60 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

No Ibovespa hoje, quem liderou as maiores altas do dia foi Rumo (RAIL3), que subiu 4,61%, seguida por Eletrobras (ELET3, ELET6), registrando +3,94% e 4,60%, respectivamente, reagindo ao pedido de vista do ministro Vital do Rêgo de apenas 20 dias, anteriormente com a previsão de 60.

Natura (NTCO3) desaba

Rumores de que o resultado do 1T22 será fraco fizeram com que as ações da Natura (NTCO3) mergulhassem 15,58%, liderando as maiores quedas do índice no dia. O balanço da companhia está previsto para ser divulgado em 5 de maio.

Os boatos de que o resultado do primeiro trimestre de 2022 da Natura seriam preocupantes foram reforçados por um suposto vazamento do balanço do primeiro trimestre de 2022. Investidores e operadores venderam ações por esse motivo. Mais: fontes da própria companhia teriam apoiado a informação de que o próximo balanço vai conter resultados que não agradarão investidores.

A Natura não confirmou. À noite a empresa anunciou o pagamento de dividendos no total de R$ 180.772.046,82, divulgados no balanço do 4T21 e aprovados em assembleia nesta terça (19).

O que diziam esses boatos? Apontavam que a empresa teria um 1T22 ruim agravado pelo desempenho negativo da Avon Internacional, Avon da América Latina e da The Body Shop. Nesta quarta pela manhã XP e Bradesco BBI publicaram relatórios dizendo que a empresa brasileira iria sofrer com os resultados de sua operações internacionais, que iriam apontar queda brutal da receita.

XP e Bradesco diziam que os resultados do segundo semestre de 2021 da Natura indicavam aumento nas vendas, comparadas a 2020, mas que nem isso impediria um resultado amargo no 1T22. As ações da empresa caíram 9% em março, quando foi divulgado o balanço do 4T21. E, segundo XP e Bradesco, as ações só veriam recuperação no final do ano.

Os relatórios pareciam sustentar os boatos. Muitos investidores e operadores acreditaram e venderam suas ações, movimento que se acentuou a partir das 15h, provocando queda dos papéis. Nenhuma fonte da Natura respondeu oficialmente — e então os papéis despencaram ainda mais, até afundar em mais de 15%.

Mineradoras caem com possível queda da demanda chinesa

Com seu relatório de produção do primeiro trimestre do ano fraco, em conjunto com preocupações de uma possível queda na demanda chinesa devido ao lockdown levou as ações da Vale (VALE3) para o negativo, com 2,60%. Outras ações de mineração e siderurgia também sofreram: Usiminas (USIM5) caiu 6,34%, CSN Mineração (CMIN3) cedeu 4,13%.

Já o setor das petrolíferas fechou no positivo, com PetroRio (PRIO3) registrando +4,22% e Petrobras (PETR3, PETR4) com +1,18% e +0,47%, respectivamente.

Grandes bancos também fecharam no terreno negativo, com exceção de Itaú (ITUB4), que subiu 0,65%. Banco do Brasil (BBAS3) recuou -0,14%, Santander (SANB11) teve -0,26% e Bradesco (BBDC3, BBDC4) caíram 0,31% e 0,36%.

Maiores altas do Ibovespa:

Maiores baixas do Ibovespa:

Outras notícias que movimentaram a bolsa de valores

  • Vale (VALE3) cai 2,1% com produção e vendas abaixo do esperado; guidance segue firme
  • Oi (OIBR3) conclui a venda dos ativos móveis por R$ 15,9 bi para TIM (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro

Vale (VALE3) cai 2,1% com produção e vendas abaixo do esperado; guidance segue firme

A produção e as vendas da Vale (VALE3) no primeiro trimestre de 2022 (1T22) vieram abaixo do esperado pelos analistas. Segundo relatório divulgado pela mineradora na noite de terça (19), a produção de minério de ferro totalizou 63,9 milhões de toneladas (-22,5% T/T, -6,0% A/A), enquanto as vendas somaram 53,6 milhões de toneladas no 1T22 (-35,5% T/T, -9,6% A/A).

Com isso, as ações da Vale operam em queda na Bolsa nesta quarta (20). Por volta das 14h20 (horário de Brasília), os papéis VALE3 recuavam 2,11%, para R$ 85,83.

Segundo a análise da Genial, o desempenho ruim da mineradora entre janeiro e março deste ano foi uma questão de sazonalidade. Houve interrupções nos processos da empresa devido às fortes chuvas no período. Além disso, a corretora destaca atrasos na obtenção de licenças e desempenho abaixo do esperado nas operações em S11D e Sossego.

“Apesar das quedas dos principais níveis de produção e vendas de forma geral impactarem negativamente os números da companhia, o resultado do 1T22 deve se beneficiar dos elevados preços tanto do minério de ferro quanto do níquel e cobre”, escreve Gabriel Tinem, em relatório da Genial.

A Genial tem recomendação de compra para as ações da Vale, com preço-alvo de R$ 115,00, equivalente a uma alta de 31,16% em relação ao fechamento anterior (R$ 87,68).

relatório da XP Investimentos destaca os prêmios sobre os preços dos produtos comercializados pela Vale. As vendas de minério de ferro e pelotas tiveram um prêmio de US$ 9,0 por tonelada no período frente os US$ 4,7 no 1T21), sendo o maior desde o 2T19.

“Acreditamos que esses resultados ainda demonstram o mantra da Vale de “valor sobre volumes”, pois optou por vender mais pelotas e menos minério de ferro no trimestre. Essa estratégia contribui para agregar valor às vendas, mantendo o mercado de minério de ferro apertado”, indicam os analistas da XP.

Ainda assim, a corretora destaca que considerou os número ligeiramente negativos, uma vez que a produção ficou abaixo da esperada. “No entanto, chuvas e outras paralisações devem deixar de afetar a produção da Vale ao longo do ano, daí a manutenção do guidance de produção pela empresa”, indicam em relatório.

Os analistas também abordam que, embora a produção tenha começado tímida neste início de 2022, menos produto no mercado contribui para um preço de minério de ferro mais elevado – o que melhora os prêmios.

A XP mantém sua recomendação de compra para as ações da Vale, com preço-alvo de R$ 97,1, equivalente a um upside de 10,75% frente ao fechamento anterior.

Vale reiterou seu guidance para 2022, mantendo as previsões dadas durante o Vale Day. São elas:

  • Minério de Ferro: 320 a 335 Mt
  • Pelotas: 34 a 38 Mt
  • Níquel: 175 a 190 Kt
  • Cobre: 330 a 355 Kt

Oi (OIBR3) conclui a venda dos ativos móveis por R$ 15,9 bi para TIM (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro

A venda dos ativos móveis da Oi (OIBR3) para as concorrentes TIM (TIMS3)Vivo (VIVT3) e Claro foi  finalizada nesta quarta-feira (20). A operadora vendeu a Oi Móvel para o consórcio no valor R$ 16,5 bilhões, durante um leilão que aconteceu em dezembro do ano passado. Mas, segundo a tele, foram acrescidos ajustes positivos — assim,o o valor ficou em R$ 15,92 bilhões.

Conforme o fato relevante, com o fechamento da operação, as compradoras realizaram hoje o pagamento em dinheiro de R$ 14,5 bilhões para a compra da Oi Móvel. As operadoras também pagaram, nesta data, R$ 586 milhões, referentes aos serviços de transição a serem prestados pela Oi, que já refletem o acordo entre a tele e as compradoras para a retirada de determinados custos relacionados aos serviços de transição do escopo dos contratos.

Além disso, foram assinados os Contratos de Fornecimento de Capacidade de Transmissão de Sinais de Telecomunicações em Regime de Exploração Industrial relacionados aos serviços de capacidade de transmissão de dados na modalidade take or pay com valor presente líquido de R$ 819 milhões, a ser pago em parcelas mensais pelas Compradoras durante um período de até 10 anos.

O processo de venda dos ativos móveis da Oi faz parte do processo de recuperação judicial. A aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) levou mais tempo do que era esperado.

A aprovação foi condicionada ao cumprimento de medidas que diminuíssem os riscos concorrenciais, em um Acordo em Controle de Concentrações. A Oi vendeu a rede móvel em 2020 para pagar dívidas e a transação precisava de confirmação pelo órgão antitruste.

Veja como ficou a divisão dos DDDs entre as operadoras:

  • Claro (27 DDDs): 13, 14, 15, 17, 18, 27, 28, 31, 33, 34, 35, 37, 38, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 71, 74, 77, 79, 87, 91 e 92.
  • Vivo (11 DDDs): 12, 41, 42, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 88 e 98.
  • Tim (29 DDDs): 11, 16, 19, 21, 22, 24, 32, 51, 53, 54, 55, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 73, 75, 89, 93, 94, 95, 96, 98 e 99

O fim do negócio de venda da Oi não significa que todos os clientes serão transferidos para a operadora compradora imediatamente. As companhias têm 18 meses para a migração completa.

Até o momento, a TIM é a única operadora que já detalhou o processo de transição. Em até 3 meses após a oficialização do negócio, os clientes da Oi devem migrar para a TIM.

Com a conclusão da operação de venda da sua rede móvel para as rivais TIM, Vivo e Claro, a Oi iniciará, a partir de agora, uma fase de prestação de serviços para as compradoras, em que cuidará da migração da base de 40,7 milhões de clientes.

Esse processo de migração deve durar cerca de 12 meses e ocorrerá em fases, sendo comunicado com antecedência aos clientes, informou a Oi.

No começo, os clientes da base móvel da Oi passarão também a ter acesso às redes móveis das respectivas operadoras compradoras.

A definição de qual será a operadora de destino para cada usuário se dará pelo seu código de numeração. Gradualmente, os clientes serão migrados também para os sistemas de cada operadora.

Nesse meio tempo, a Oi continuar a fazer o atendimento dos clientes para evitar ao eventuais impactos nas operações, explicou a companhia, acrescentando que atuará em conjunto com cada uma das rivais para garantir uma transição transparente para toda a sua base.

Desempenho dos principais índices

Além do Ibovespa, confira o fechamento dos principais índices da bolsa hoje:

  • Ibovespa hoje: -0,62%
  • IFIX hoje: +0,10%
  • IBRX hoje: -0,68%
  • SMLL hoje: -0,38%
  • IDIV hoje: +0,38%

Cotação do Ibovespa nesta terça (19)

Ibovespa fechou o pregão da última terça-feira (19) em queda de 0,55%, aos 115.056,66 pontos.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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  atualização
20.04.2022 21:34

Encerramos as transmissões de hoje. Leia na sexta (22) mais notícias em tempo real

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20.04.2022 17:24

Ibovespa fecha com queda de 0,62%, aos 114.343,78 pontos, após oscilar entre 113.945,48 e 115.056,66

Volume financeiro: R$ 30,3 bilhões

20.04.2022 17:04

Dólar à vista fecha em baixa de 1,02%, a R$ 4,6204, após oscilar entre R$ 4,6089 e R$ 4,6802

20.04.2022 13:30

Confira maiores altas e maiores perdas

Maiores Altas

Maiores Baixas

20.04.2022 13:27

Dólar comercial perde 0,95%, a R$ 4,624

20.04.2022 13:26

Ibovespa cai de olho em Nova York e com recuo de ações ligadas a commodities

O Ibovespa hoje cai 0,77%, aos 114.174 pontos, às 13h20. O mercado doméstico já se prepara para o feriado de Tiradentes, na quinta-feira (21), quando a bolsa vai fechar. Além disso, o quadro de cautela leva em consideração temores fiscais locais diante da possibilidade de o pagamento do Auxílio Brasil tornar-se permanente, paralisações de servidores, ainda que parte dos funcionários do Banco Central tenha decidido retornar às atividades, dados fracos da Vale e estimativas de crescimento mundial fraco.

Além do recuo de 6,0% na produção de minério de ferro da Vale no primeiro trimestre ante os três primeiros meses de 2021, as vendas da commodity pela brasileira cederam 9,6% no período em análise, bem como projeções menos robustas. As ações da Vale opera em queda de 3,01%.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

20.04.2022 10:36

Ibovespa perde os 115 mil pontos

Ibovespa hoje opera em queda de 0,4% aos 114 mil pontos. Desta forma, o índice dá sequência às baixas dos últimos dias.

Os destaques negativos são o Banco Inter (BIDI11) e a Usiminas (USIM5), que caem 5% no intradia.

No caso da segunda, o impacto é do resultado financeiro da companhia.

mineradora reportou um lucro de R$ 1,26 bilhão no 1T22, alta de 5% na comparação com o mesmo período no ano anterior e de 49% em relação ao trimestre anterior.

20.04.2022 10:36

Dólar cai a R$ 4,65

O dólar no mercado local opera alinhado à queda no exterior em manhã de apetite por ativos de risco, que apoia altas das Bolsas internacionais, do petróleo e de algumas commodities agrícolas e recuo dos rendimentos dos Treasuries.

A moeda americana cai 0,3% no intradia, aos R$ 4,654.

A aceleração do IGP-M a 1,85% na segunda prévia de abril, puxada principalmente pelos preços dos combustíveis, favorece as apostas de que o Copom poderá precisar esticar o aperto da Selic além da reunião do Copom de maio. Altas do petróleo e de alguns contratos futuros de açúcar, cacau e algodão, por exemplo, ajudam ainda a dar impulso a moedas emergentes e ligadas a commodities ante o dólar nesta manhã.

20.04.2022 10:36

Juro DI curto fica estável e demais taxas caem com exterior e servidores no radar

Os juros médios e longos recuam na manhã desta quarta-feira, em sintonia com o dólar e juros dos Treasuries, num dia de exterior mais positivo e agenda local fraca, cujo destaque é o leilão do Tesouro de LTBN e NTN-F ainda no período da manhã, antecipado para hoje, pois na quinta-feira é feriado de Tiradentes.

Analistas ressaltam ainda a suspensão da greve dos servidores do Banco Central por duas semanas, com operação padrão, como um fator local positivo.

Às 10h, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuava para 11,75%, de 11,80% no ajuste de ontem.

O DI para janeiro de 2025 caía para 12,00%, de 12,06%, e o para janeiro de 2024 recuava para 12,64%, de 12,67% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2023 marcava 13,030%, de 13,048%. O dólar à vista caía 0,13%, a R$ 4,6611.

20.04.2022 09:27

Commodities operam sem sinal único

No mercado de commodities, o petróleo sobe no intradia, com alta de 1,2% no Brent e 1,4% no WTI.

Além disso, o minério de ferro cai 0,67% em Dalian a US$ 153 por tonelada.

Nesse contexto, o índice de commodities da Bloomberg, o BCOM, sobe 0,63%.

20.04.2022 09:21

Ibovespa futuro abre em queda e sinaliza abertura aos 115 mil pontos

O Ibovespa futuro abre em queda de 0,13% dando sequência às recentes baixas do índice, que vem caindo sucessivamente desde que perdeu o patamar de 120 mil pontos.

Na véspera, o Ibovespa caiu 0,55% aos 115 mil pontos.

O Ibovespa hoje opera na contramão dos mercados internacionais, já que o premarket americano mostra altas de 0,36% no S&P e no Dow Jones.

Além disso, a Europa tem alta generalizada nas bolsas, com 1,2% na Alemanha e 1,3% na França; nesse contexto, o Stoxx-600 sobe 1%.

Por lá, os indicadores mostram uma inflação acima do esperado, com o IPP da Alemanha em 4,9% – pior do que os 2,6% projetados pelo consenso.

Mais tarde, o mercado tomará contato com o Índice de Compras MBA e outros números do mercado imobiliário dos EUA. Além disso, o Canadá divulga sua inflação (CPI) ainda pela manhã.

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