Ibovespa vira e fecha em alta com Vale (VALE3); temor fiscal perde força

O Ibovespa fechou esta quinta-feira (17) em alta de 0,24%, aos 185.992,03 pontos, após uma sessão de forte volatilidade. O índice chegou a cair 1,24% com a reação ao reajuste do Bolsa Família, mas recuperou as perdas à tarde, apoiado por Vale (VALE3), pelo alívio nos juros futuros e pelo cenário positivo em Wall Street. Na máxima, chegou a 186.885,23 pontos e, na mínima, a 183.242,37 pontos, com giro de R$ 18,6 bilhões.

O movimento ocorreu um dia depois de o Copom reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, enquanto o Federal Reserve seguiu na direção oposta e elevou os juros americanos para a faixa de 3,75% a 4%.

Durante a manhã, porém, o anúncio de um reajuste de 15,04% no Bolsa Família aumentou as preocupações fiscais e levou o Ibovespa a aprofundar as perdas. Posteriormente, o mercado reduziu a reação negativa e o índice conseguiu virar para o positivo.

Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, destaca que a melhora do exterior também deu sustentação à recuperação. “No exterior, a sessão é favorável ao risco, o que ajudou a dar sustentação aos ativos brasileiros ao longo da tarde”, afirma.

Vale (VALE3) dispara e ajuda Ibovespa a virar

Entre os pesos-pesados, a Vale (VALE3) avançou 2,07%, beneficiada pela valorização do minério de ferro e ajudando a puxar a recuperação do índice.

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“A recuperação foi liderada pela Vale, com reforço posterior das ações de Petrobras, mesmo com a queda do petróleo, dos grandes bancos e do setor de papel e celulose, em que Suzano e Klabin avançam”, diz Girardi.

A Petrobras terminou sem direção única. Petrobras (PETR3) avançou 0,32%, enquanto Petrobras (PETR4) recuou 0,08%, em uma sessão de queda do petróleo.

Entre os bancos, Santander (SANB11) subiu 2,52% e Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,31%. Bradesco (BBDC4) caiu 0,33% e Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu 0,09%.

Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial: queda de 0,24%, a R$ 5,139.

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A moeda americana também teve uma sessão volátil. Segundo Girardi, o dólar ganhou força pela manhã diante das preocupações fiscais, mas devolveu o movimento conforme perdeu força no exterior. “O movimento, no entanto, teve fôlego curto à medida que o dólar devolveu seus ganhos contra seus pares globais, caminhando para encerrar o dia praticamente no zero a zero.”

Maiores altas e baixas

Entre os papéis do Ibovespa, Yduqs (YDUQ3) liderou os ganhos, com alta de 3,07%, seguida por Santander (SANB11), +2,52%; Bradespar (BRAP4), +2,45%; Auren (AURE3), +2,31%; e Vale (VALE3), +2,07%.

Na ponta negativa, CSN Mineração (CMIN3) caiu 5,59%, seguida por Cury (CURY3), -5,15%; Marcopolo (POMO4), -5,08%; e Tenda (TEND3), -4,97%.

Fechamento das bolsas americanas

Wall Street se recuperou das perdas da véspera, com ações de tecnologia liderando os ganhos. O recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo ajudou a aliviar as preocupações que haviam pressionado os mercados após a decisão do Fed.

  • Dow Jones: +0,62%, aos 51.779,85 pontos
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  • S&P 500: +1,14%, aos 7.637,72 pontos
  • Nasdaq: +1,69%, aos 26.418,30 pontos

“As empresas de semicondutores” estiveram entre os destaques da recuperação, afirma Girardi, em um movimento de retomada após a realização observada na quarta-feira. O analista da Nomad também destaca o alívio nos Treasuries, “que interromperam a sequência de altas depois de atingirem o maior patamar desde 2007”, além da queda do petróleo.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quarta-feira (16), foi de 185.547,66 pontos, com queda de 0,51%.

Maíra Telles

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