Ibovespa: Gol (GOLL4) e Locaweb (LWSA3) estão entre as maiores altas da semana

Ibovespa: Gol (GOLL4) e Locaweb (LWSA3) estão entre as maiores altas da semana
Ibovespa: Gol anima investidores com números operacionais. Foto: Divulgação

O Ibovespa acumulou alta de 2,56% na semana em que a alta da Selic, a divulgação do IPCA, os temores pela variante Ômicron do coronavírus e o IPO do Nubank dominaram o noticiário, ações de companhias aéreas e de tecnologia se destacaram. Gol (GOLL4), Locaweb (LWSA3), Azul (AZUL4) e Banco Pan figuraram entre as maiores altas.

A Cogna (COGN3) foi a única fora desses setores que entrou na relação das ações que mais subiram na semana.

A lista dos papéis que lideraram o Ibovespa ficou assim:

Gol: 26,7%
Cogna: 16,94%
Banco Pan: 16,91%
Locaweb: 16,55%
Azul: 15,38%

CVC (CVCB3), que disparou 13,92%, e Banco Inter (BIDI11), com avanço de 13,70%, quase entraram na lista.

As primeiras observações indicam que a ômicron se espalha mais facilmente do que o vírus Sars-CoV-2 originário e do que variantes como a Delta. No Brasil, até o momento, foram confirmados seis casos, sendo quatro em São Paulo, dois no Distrito Federal e um no Rio Grande do Sul. Há ainda, de acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos um caso em investigação em São Paulo.

A maioria dos pacientes em questão, segundo a pasta, estão assintomáticos e foram colocados em isolamento. Todos os infectados contabilizados até o momento completaram o esquema vacinal contra a covid-19 e são considerados casos importados, já que estiveram em locais onde há circulação da variante ou têm vínculo com alguém que veio dessas localidades. Pessoas próximas aos casos confirmados estão sendo monitorados por autoridades sanitárias dos três estados em questão.

De acordo com a agência, ainda são necessários mais dados para saber se as infecções pela variante causam doenças mais graves ou mais mortes do que a infecção por outras variantes. Também não se sabe ainda se haverá reinfecções e infecções emergentes em pessoas totalmente vacinadas contra a covid-19.

Em meio a essas informações, as ações das aéreas e de empresas de turismo subiram, mas também registraram quedas. Acumularam, no entanto, saldo positivo na semana. Azul e Gol ganharam impulso depois de publicar relatórios operacionais de novembro com números mais promissores de tráfego de passageiros.

1.Gol lidera altas

A companhia somou ganhos de 26,7% no Ibovespa, valendo R$ 19,20. As ações subiram com informações de que, apesar de a ômicron ser mais transmissível, pode não causar casos mais graves — o que ainda não é conclusivo entre a comunidade científica. A Gol (GOLL4) animou investidores ao divulgar na segunda-feira (6) os números preliminares de tráfego do mês de novembro de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020.

A companhia aérea teve alta de 17,1% na demanda (RPK, sigla para passageiros por quilômetro transportados) por voos em novembro. Já a oferta (ASK, assentos por quilômetro) total de voos cresceu 20,4% em comparação com igual mês do ano passado.

A taxa de ocupação doméstica da Gol foi 82,4%. O volume de decolagens aumentou 27,4% e o total de assentos cresceu 25,3%.

No cenário internacional, a oferta foi de 61 milhões, a demanda (RPK) da GOL foi 43 milhões e a taxa de ocupação foi 70,2%, marcando a retomada de voos da Gol em mercados internacionais.

A Gol divulgou ainda nesta sexta (10) suas projeções para 2022: espera receita líquida total de R$ 14 bilhões. O montante é ligeiramente maior que o registrado pela empresa em 2019, de R$ 13,9 bilhões.

Comparado a 2021, esse número representa um crescimento de 100%. A Gol espera uma despesa financeira líquida de R$ 1,8 bilhão no próximo ano, ante R$ 1,4 bilhão de 2019.

A Gol estima que os resultados de 2022 incluirão R$ 1,2 bilhão de aumento no fluxo de caixa de transações relevantes celebradas em 2021, incluindo R$ 450 milhões da reincorporação da Smiles e R$ 700 milhões das aeronaves Max adicionais na frota.

2. Cogna

Mesmo sem entrar no noticiário da semana, a Cogna avançou 16,94%, negociada a R$ 2,90. No último dia 1º de dezembro, o Citi divulgou relatório mantendo recomendação neutra para a empresa, com preço-alvo de R$ 3. O texto falava que os os “fundamentos de curto prazo devem permanecer sob pressão” e que o fluxo de caixa está limitado”.

3. Banco Pan

Na semana em que o Nubank despontou com o IPO em Nova York, o Banco Pan se beneficiou do burburinho e das apostas de investidores em papéis de tecnologias e fintechs ni Ibovespa: subiu 16,61%, a R$ 13,48. Mas não só: o movimento de alta pode ainda repercutir a notícia da semana anterior de que a AGE da companhia aprovou a incorporação das ações da Mosaico (MOSI3), que será subsidiária integral.

4. Locaweb

A empresa também ganhou fôlego com o sucesso do início da empreitada internacional do Nubank. Os papéis da Locaweb saltaram 16,55%, para R$ 14,86. Mas na sexta as ações subiram ainda mais depois que a companhia informou sobre a criação de um fundo de investimento em capital de risco corporativo, no total de R$ 100 milhões. A empresa pretende investir em startups e companhias de comércio eletrônico. os aportes, segundo a empresa, serão feitos “por meio de um fundo de investimento em participações (FIP), geridos pela Valetec Capital Investimentos”. Explicou a Locaweb: “Essas iniciativas podem estar conectadas ao nosso ecossistema, principalmente no segmento de e-commerce, no qual fundadores e times de desenvolvedores estão construindo novos negócios com potencial de se tornarem relevantes no mercado e, consequentemente, na jornada de clientes no mundo digital”.

5. Azul é a quinta maior alta do Ibovespa esta semana

A Azul subiu 15,38%, valendo R$ 25,88. A aérea divulgou nesta sexta-feira (10) seus dados operacionais do mês de novembro. Os números empolgaram investidores e acionistas. A demanda (RPKs) total cresceu 45%, enquanto a oferta (ASKs) avançou 47,6%, resultando em uma queda de 1,5 ponto porcentual (p.p.) ante igual mês do ano passado, para 81,5%. No mercado doméstico, a demanda subiu 44,6% na mesma base de comparação, enquanto a oferta avançou 48,9%, com recuo de 2,5% na taxa de ocupação para 81,3%.

No mercado internacional a demanda teve crescimento de 52%, com aumento de 30,3% na oferta e avanço de 12,1% p.p. Na taxa de ocupação para 84,7%.Na comparação com novembro de 2019, o tráfego doméstico de passageiros aumentou 22,9%, frente a um aumento de 24,2% da capacidade doméstica, resultando em uma taxa de ocupação de 81,3%.

“Em novembro, continuamos observando a melhora nas tendências de reservas no Brasil, impulsionada por uma das maiores taxas de vacinação do mundo. Nossos fortes números de tráfego demonstram claramente asustentabilidade das vantagens competitivas do nosso modelo de negócio, enquanto emergimos da crise ainda mais fortalecidos”, destaca o CEO da Azul, John Rodgerson, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), animando investidores no Ibovespa.

Marco Antônio Lopes

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