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Goldman Sachs: ações do Mercado Livre (MELI34) são top pick e Via (VIIA3) têm sugestão de venda

Goldman Sachs: ações do Mercado Livre (MELI34) são top pick e Via (VIIA3) têm sugestão de venda
Varejistas. Foto: Pixabay

Com um custo de capital mais alto e um cenário macroeconômico mais fraco, o Goldman Sachs reviu a sua avaliação para as varejistas que operam por meio de plataformas de marketplace na América Latina. Para o GS, o Mercado Livre (MELI34) é sua top pick, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) tem recomendação de compra, a Americanas (AMER3), neutra, e para a Via (VIIA3) o banco sugere venda.

Em relatório, o Goldman Sachs indica que as empresas que operam os marketplaces no Brasil começaram a reduzir subsídios e descontos, além de limitar o aumento de preços nos últimos três a seis meses para melhorar a monetização das plataformas.

Neste contexto, o GS indica que espera melhorias no mix de produtos e na logística dessas varejistas, especialmente na área de 3P (estoque de terceiros), que é a mais competitiva no momento.

Veja a análise do Goldman Sachs para cada uma das varejistas:

Mercado Livre: principal escolha

O Mercado Livre é destacado como a principal escolha do banco entre as empresas líderes de e-commerce da América Latina. “A empresa opera com um ritmo diferenciado em seu e-commerce e oferece vantagens de desenvolvimento contínuo de produtos em sua operação com a fintech, o Mercado Pago“.

O GS espera aumento no tamanho da empresa, na capacidade logística 3P, prioridade na posição em termos de tráfego, sortimento diferenciado e cada vez mais benefícios aos usuários que vinculem seus ecossistemas de comércio eletrônico e fintech.

O Goldman Sachs tem recomendação de compra para as ações do Mercado Livre listadas na Nasdaq (MELI), com preço alvo de US$ 1.840 (+1% frente US$ 1.830 antes). No último fechamento, a ação estava avaliada em US$ 1.212,45.

Magazine Luiza: cenário desafiador de demanda de curto prazo

“A empresa enfrenta um cenário desafiador de demanda de curto prazo, o que pode limitar catalisadores de curto prazo para o estoque. No entanto, em uma visão de 12 meses, acreditamos que o Magazine Luiza será capaz de mostrar progresso”, diz o relatório.

A aposta do banco é no aumento da diversificação de categorias e evolução na logística 3P do Magalu. Além disso, o relatório destaca que espera uma recuperação gradual na operação física, principalmente com a Copa do Mundo em vista no fim de 2022.

Após revisão, o Goldman reiterou a recomendação de compra para as ações MGLU3, mas rebaixou o preço alvo de R$ 10 para R$ 8,60. No último fechamento, os papéis do Magalu fecharam avaliados em R$ 6.

Via: quadro mais adverso

Para a Via, o GS vê o cenário mais adverso, visto que a empresa precisa conciliar os desafios de equilibrar crescimento com lucratividade, sendo o quarto maior player do mercado.

“Reconhecemos que a recente decisão da empresa de trocar o foco de crescimento para monetização/rentabilidade faz sentido no contexto de uma demanda fraca como pano de fundo para sua rede física de varejo. No entanto, acreditamos que isso pode ampliar ainda mais a lacuna entre os principais players do mercado e a Via.”

Em relatório, o banco avalia que o movimento também pode resultar em menos espaço para a Via diluir as despesas fixas em torno de P&D/tecnologia e o desenvolvimento da sua rede de logística.

Com isso, a revisão resultou em reiteração da recomendação de venda para as ações da Via, com queda no preço alvo de R$ 4,30 para R$ 3,70 em 12 meses. No último fechamento, os papéis VIIA3 estavam avaliados em R$ 3,67.

Americanas: maior flexibilidade para sustentar os investimentos

“Acreditamos que a integração de suas lojas geradoras de caixa com sua operação online deu à empresa maior flexibilidade para sustentar os investimentos e defender as decisões comerciais crescimento”, indica o relatório.

O banco destaca que a Americanas removeu a taxa fixa para itens de ingressos mais baixos e reduziu as taxas de aceitação para certas categorias que considera estratégicas para a diversificação de produtos. Segundo o Goldman, trata-se de um bom movimento da empresa.

Outro ponto é a atuação da varejistas em novas fronteiras de crescimento, em especial a operação de varejo alimentar com o Hortifruti, bem como a loja de conveniência em parceria com a Vibra Energia (VBBR3).

Entretanto, a recomendação para as ações da Americanas continua neutra, com queda no preço alvo de R$ 39 para R$ 34 em 12 meses. Nesta quarta (23), os papéis da varejista fecharam avaliados em R$ 28,67.

Monique Lima

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