BARI11 e CARE11: Veja as 5 maiores quedas entre os fundos imobiliários do IFIX em fevereiro

O IFIX, principal índice de fundos imobiliários da Bolsa brasileira (B3), terminou fevereiro em baixa de 0,45%, aos 2.808,39 pontos, chegando ao quarto mês consecutivo sem registrar ganhos.

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A cotação do IFIX atingiu sua máxima mensal em 1º de fevereiro, aos 2.829,40 pontos. Já a cotação mínima foi registrada no dia 13 do mesmo mês, aos 2.774,40 pontos.

Os fundos imobiliários de papel foram os mais beneficiados durante o mês de fevereiro, em razão da permanência dos juros em altos patamares e inflação crescendo acima das projeções do mercado.

Em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,76%. No mesmo mês, o Copom, do Banco Central do Brasil (BCB), tomou a decisão de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano pela 4ª vez consecutiva.

Com os juros e a inflação estando em níveis mais altos, as receitas dos fundos imobiliários de papel têm uma tendência de crescer. Desse modo, o pagamento de dividendos desses FIIs também tem potencial de aumentar, atraindo mais investidores ao setor.

Por outro lado, alguns fundos se destacaram entre as baixas durante o mês. Veja a seguir quais foram as 5 maiores quedas entre os fundos imobiliários do IFIX em fevereiro.

Maiores quedas do IFIX em fevereiro

  • CARE11: -12,20%
  • HCTR11: -10,07%
  • PATL11: -7,33%
  • BARI11: -7,14%
  • HOFC11: -6,69%

CARE11

O fundo imobiliário CARE11 dá continuidade ao movimento de queda registrado desde meados de 2022. Assim, o FII do segmento de cemitérios registra a segunda pior queda mensal de 2023 até o momento, ficando atrás apenas do TORD11, que em janeiro desvalorizou 24,63%.

Apesar disso, a gestão do FII não soube explicar os motivos para que essa tendência de baixa continue. Um ponto que vale destacar é que entre os fundos imobiliários do IFIX, o CARE11 é o único que ainda não paga dividendos aos seus cotistas.

HCTR11

O fundo imobiliário HCTR11 registrou queda de mais de 10% durante o mês de fevereiro. Essa é a maior baixa mensal do fundo desde março de 2020, início da pandemia, quando o preço de suas cotas caíram 13,84%.

Os dividendos do HCTR11 pagos em fevereiro representaram o segundo menor valor da história do fundo, ficando acima apenas do rendimento distribuído em maio de 2020, que fora de R$ 0,94 por cota.

PATL11

O fundo imobiliário PATL11 registrou uma desvalorização de 7,33% no mês de fevereiro, sendo o quinto mês seguido de queda.

Com essa sequência de baixas nos últimos meses, o preço sobre valor patrimonial (P/VP) do PATL11 está em 0,62, mostrando que as cotas de mercado do fundo estão sendo negociadas com desconto de 32% em relação a sua cota patrimonial.

BARI11

Em janeiro, o fundo imobiliário BARI11 havia registrado uma valorização de 5,18%. No entanto, em fevereiro acabou devolvendo os ganhos obtidos, com uma queda de 7,14%.

Em seu último relatório gerencial, referente ao mês de janeiro, a gestão do BARI11 destacou que está confiante com a tese de investimentos do FII. A maior parte da carteira do fundo está indexada ao IPCA e ao IGP-M, e assim, o gestor acredita que o fundo terá “um bom desempenho em um cenário de maior inflação”.

HOFC11

O fundo imobiliário HOFC11 informou no dia 31 de janeiro que recebeu comunicação da Columbia Investimentos & Participações, fiadora do contrato de locação, informando que a apólice emitida em setembro de 2022 foi cancelada, devido a não apresentação de documentos obrigatórios pela locatária.

Por essa razão, o FII HOFC11 apresentou emenda à petição inicial da ação de despejo, com os ajustes pertinentes, entre os quais a inclusão do pedido de despejo liminar, sendo necessária a prestação de caução, em valor equivalente a três aluguéis mensais.

Após o anúncio, o HOFC11 ficou entre os fundos imobiliários do IFIX que tiveram as maiores quedas do mês de fevereiro.

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João Vitor Jacintho

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