Fundos imobiliários chegam a 3,3 milhões de investidores na B3

O mercado de fundos imobiliários fechou agosto de 2026 com 3,327 milhões de investidores com posição em custódia na B3, o maior patamar da série recente do boletim mensal. Em julho, eram 3,297 milhões — um incremento de cerca de 30 mil investidores em um mês.

Em horizonte mais amplo, a expansão é mais nítida. Em outubro de 2025, a B3 contabilizava 2,887 milhões de investidores, o que significa acréscimo aproximado de 440 mil participantes desde então. A B3 apura a base considerando quem manteve posição em custódia no último dia útil de cada mês, independentemente de ter negociado cotas naquele período.

Apesar do avanço no número de investidores, o estoque financeiro não cresceu. O montante das cotas em custódia terminou agosto em cerca de R$ 196 bilhões, mesmo nível observado em junho e julho. Em janeiro, o estoque havia alcançado R$ 200 bilhões.

FIIs ganham investidores, mas estoque estável

O ritmo de entrada de investidores no segmento não se refletiu, por ora, no valor total sob custódia. A estabilidade em R$ 196 bilhões em agosto sugere que a ampliação da base ocorreu sem alteração relevante no preço agregado das cotas ou no volume aportado ao longo do mês. Em linhas gerais, a fotografia mostra mais participantes mantendo FIIs em carteira, com um estoque financeiro estacionado desde junho.

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TRXF11 lidera negociação

O destaque mensal em negociação foi o TRXF11. Em agosto, o TRX Real Estate – Fundo de Investimento Imobiliário registrou volume financeiro médio diário (ADTV) de R$ 46,9 milhões, respondendo sozinho por 10,9% do total transacionado no mercado de FIIs.

A diferença para os demais foi expressiva. O GGRC11 (GGR Covepi Renda – Fundo de Investimento Imobiliário) ficou na segunda posição, com média diária de R$ 20,9 milhões e participação de 4,8%. Na sequência vieram o XPML11 (XP Malls – Fundo de Investimento Imobiliário), com R$ 20,4 milhões por dia, e o KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários – Fundo de Investimento Imobiliário), com R$ 20,2 milhões diários.

No recorte de 12 meses divulgado pela B3, o TRX Real Estate exibiu ADTV de R$ 17,5 milhões e participação de 3,9%. O boletim mensal não apresenta uma causa específica para a elevação observada em agosto.

Queda na movimentação financeira

A ampliação da base de investidores coincidiu com redução do giro financeiro. Os FIIs somaram R$ 9,1 bilhões em negociações em agosto, abaixo dos R$ 9,7 bilhões de julho e dos R$ 11,4 bilhões de junho. O ADTV do mercado recuou de R$ 483 milhões em julho para R$ 432 milhões em agosto; em maio, havia atingido R$ 537 milhões.

Ao mesmo tempo, a oferta de produtos voltou a crescer. A B3 listou 432 FIIs em agosto, ante 429 em julho e 431 em junho. Em agosto de 2025, eram 438. Ou seja, houve leve retomada no número de fundos disponíveis para negociação, apesar do menor volume financeiro mensal no mercado secundário.

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IFIX cai 1,5% em agosto

O desempenho das cotas também pesou no mês. O IFIX, principal referência dos fundos listados na B3, recuou 1,5% em agosto. No acumulado de 2026 até 31 de agosto, a variação era negativa em 0,4%. Em 12 meses, entre 29 de agosto de 2025 e 31 de agosto de 2026, o índice avançou 8,2%, segundo a B3.

Os dados do IFIX representam a oscilação das cotações nos períodos apurados pela bolsa e não devem ser confundidos com o dividend yield de cada FII. No mesmo levantamento, o Ibovespa registrou alta de 10,5% em 2026 até agosto e ganho de 25,5% em 12 meses, indicando trajetórias distintas entre os dois índices no recorte analisado.

Estrangeiros giram 31% das negociações

A composição por tipo de investidor mostra forte presença das pessoas físicas na base de custódia. Ao final de agosto, esse grupo concentrava 72,8% do valor financeiro detido em FIIs. Investidores institucionais apareciam com 21,5%, enquanto os não residentes — que incluem estrangeiros — detinham 3,7%.

Quando o critério muda para negociação, o quadro se altera. Pessoas físicas responderam por 47% do volume financeiro movimentado em agosto, investidores não residentes por 31%, institucionais por 17,5% e instituições financeiras por 3,2%. Os números indicam que, embora predominem na custódia, as pessoas físicas dividiram mais o giro mensal com estrangeiros no período.

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Redação Suno Notícias

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