Federal Reserve mantém juros inalterados entre 3,5% e 3,75%
O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos inalterada entre 3,5% e 3,75% ao ano. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira (18).
A manutenção dos juros nos Estados Unidos foi decidida por 11 votos favoráveis contra apenas um voto contrário. No comunicado, o Fed destacou que os conflitos no Oriente Médio seguem pressionando o cenário econômico.
Inicialmente, a expectativa do mercado apontava para uma nova redução de juros. No entanto, desde o início dos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o clima de cautela se intensificou. Com isso, a decisão anunciada pela autoridade monetária já era majoritariamente esperada pelos investidores.
“No mercado, a reação foi praticamente nula. Bolsa e dólar seguiram exatamente na mesma dinâmica de antes da decisão, o que reforça o quanto esse movimento já estava precificado. Nada mudou no curto prazo”, comenta Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos.
Fed deve cortar juros nas próximas reuniões?
No comunicado divulgado nesta quarta-feira, o Fed manteve a previsão de corte de 0,25 ponto percentual dos juros em 2026.
Segundo a autoridade monetária, 12 dos 19 membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) projetam ao menos um novo corte de juros neste ano. Por outro lado, sete membros esperam que as taxas se mantenham nos níveis atuais.
“A manutenção dos juros pelo Fed já era amplamente esperada pelo mercado, então o foco da leitura não está na decisão em si, mas na sinalização para frente. O ponto mais importante desta reunião foi a preservação, no dot plot, de um corte de 25 pontos-base para 2026, o que indica que o comitê segue em compasso de espera e, por ora, não alterou sua visão mesmo diante da pressão recente sobre os preços de energia”, explica Felipe Mendes, head de research da Vault Capital.
Segundo ele, a alta dos preços do petróleo em meio à intensificação dos conflitos no Oriente Médio pressionam a inflação, o que causa preocupações ainda maiores ao considerar o cenário de desaceleração da economia norte-americana.